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Deputado Professor Josemar (PSOL) recebe familiares do adolescente de São Gonçalo, assassinado pela polícia dentro de casa, há seis anos, durante a pandemia de covid-19
O mandato do deputado estadual Professor Josemar (PSOL) realiza uma reunião pública para atualização das informações sobre o caso do assassinato brutal do adolescente João Pedro Matos Pinto, morto aos 14 anos dentro de casa, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, atingido por um tiro de fuzil disparado pela polícia, em operação realizada durante a pandemia de covid-19. A reunião acontece nesta segunda-feira, dia 18, exatamente no dia em que se completam seis anos de sua morte, e desde 2024 celebrado no estado como o Dia de Luta Jovem Preto Vivo – João Pedro Matos Pinto, instituído pela Lei Estadual 10.298/2024, de autoria do deputado, com o objetivo de combater o racismo, o genocídio e o encarceramento da juventude negra e periférica.
O encontro acontece às 11h, na sala 1808 da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), e pretende compartilhar informações atualizadas sobre o processo. Estarão presentes a ex-vereadora carioca Mônica Cunha, representante do Movimento Moleque; Mônica Alckmin, vice-presidente do Conselho Estadual da Defesa da Criança e do Adolescente; Fabiana Silva, ouvidora da Defensoria Pública; Andressa Oliveira, do Movimento Negro Evangélico; e Guilherme Pimentel, ex-ouvidor da Defensoria Pública; além de familiares de João Pedro e de outros pais de crianças vítimas de violência em operações policiais no estado.
“Vamos acolher a família de João Pedro, assim como outras famílias vítimas da mesma violência, pois não podemos deixar essa data passar em branco. São seis anos de um assassinato brutal em que os culpados ainda estão soltos”, afirma o deputado Professor Josemar.
Memória
João Pedro estava na casa de uma tia, em quarentena com a família, quando o imóvel foi atingido por mais de 70 disparos de fuzil em operação conjunta da Polícia Federal com a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, de onde partiu o disparo fatal. O menino foi levado de helicóptero para um hospital pela polícia, mas sua família ficou mais de 17 horas sem ter notícias de seu paradeiro.
O caso gerou forte comoção, nacional e internacional, e impulsionou a aprovação da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, a ‘ADPF das Favelas’, em que o Supremo Tribunal Federal limitou a realização de operações policiais em comunidades durante a pandemia, questionando a poĺitica de segurança do então governador Wilson Witzel. Os três policiais da Core acusados de homicídio qualificado – Mauro José Gonçalves, Maxwell Gomes Pereira e Fernando de Brito Meister – foram absolvidos em primeira instância, mas podem ir a júri popular depois de julgados os recursos que estão no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Serviço:
O que: Reunião por Justiça para João Pedro
Quando: segunda-feira, 18 de maio de 2026, às 11h
Onde: Alerj – Rua da Ajuda, 5 – Sala 1808
Fonte: Dani

