Fotos: Renan Otto
SAD conta com equipe multiprofissional que oferece ações de prevenção, reabilitação e cuidados paliativos

A atenção à saúde em São Gonçalo está em todo lugar. Inclusive dentro das casas dos gonçalenses que necessitam de cuidados contínuos, mas que não possuem condições de ir até uma unidade de saúde. Através do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), da Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Gonçalo, os pacientes são atendidos por equipe multiprofissional em suas residências.
O serviço atua com abordagem humanizada, oferecendo assistência a pacientes acamados ou com dificuldades de locomoção, incluindo casos de doenças agudas, crônicas ou degenerativas, cuidados paliativos e portadores de lesões por pressão (úlceras por pressão).
“O SAD garante continuidade do cuidado para as pessoas que necessitam de atenção de média complexidade, mas que podem ser acompanhadas em casa com segurança. Seu objetivo principal é substituir ou reduzir internações hospitalares e promover a desospitalização segura e qualificada. O serviço melhora a qualidade de vida do paciente, reduz riscos de infecções hospitalares e contribui para a otimização da rede de saúde”, descreveu a coordenadora geral do SAD, Monique Corrêa.

A assistência prestada pelo SAD contempla ações de prevenção, reabilitação, cuidados paliativos e promoção da saúde realizada por equipe composta por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, assistentes sociais, psicólogos e nutricionistas, que acompanham a evolução clínica dos pacientes até sua alta, quando indicada. As visitas são definidas conforme a necessidade clínica de cada paciente, garantindo um cuidado individualizado.

“O serviço ainda conta com uma “Comissão de Curativos”, que é responsável pela avaliação e condução do cuidado de feridas, dispondo de mais de 10 tipos de coberturas terapêuticas, utilizadas de forma criteriosa e individualizada para o manejo adequado e o fechamento de lesões por pressão, conforme a necessidade de cada paciente”, finalizou Monique.
O acesso ao SAD é feito através de encaminhamento de uma unidade de saúde da Atenção Primária (USFs, clínicas e polos sanitários); e dos hospitais no processo de alta hospitalar. O SAD fica na Rua Coronel Serrado, 1.078, Centro de São Gonçalo, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Mais informações podem ser obtidas através do telefone (21) 3583-3143. Após a solicitação, a equipe técnica realiza avaliação de critérios de elegibilidade.
Pacientes
Depois de ficar internada ao descobrir uma doença autoimune rara, Jéssica Cristina Santos Pinto, de 34 anos, foi encaminhada para o SAD. Há três anos, ela começou com os atendimentos em casa. Hoje, já reabilitada, ela agradece pelos cuidados recebidos pelos profissionais.
“Só tenho a agradecer ao SAD. Desde a primeira equipe que me acompanhou no início até a outra, que veio nesse finalzinho. Quando vim para casa, eu estava acamada e só mexia o pescoço. Depois, fui para a cadeira (de rodas), para a berenice (andador), andei de muletas e, hoje, graças a Deus e à equipe, eu estou bem e recuperada, conseguindo andar”, disse.
Com diagnóstico mais grave e em estado vegetativo após passar por uma cirurgia e ter uma complicação, Kerismar Costa de Carvalho, 45, também é acompanhada pelo SAD após seis meses de internação. Na desospitalização, ela já estava com os pés e mãos atrofiados e completamente rígidos e com lesão por pressão nas costas. Já em casa, com os atendimentos, a sua mãe – a doméstica Ana Ruth Costa, 60 – consegue ver os avanços.
“Eu tenho ciência que ela está em estado vegetativo, mas a gente consegue ver uma boa evolução. Hoje, ela não tem mais lesões. E eu sou muito observadora. São pequenas coisas, mas que fazem diferença para quem lida no dia-a-dia. Antes, a gente entrava no quarto, falava com ela e ela não tinha qualquer reação. Hoje, a gente já vê alguma interação. Ela me acompanha com os olhos, fica me olhando quando estou falando e entende algumas coisas que a gente fala”, contou Ana Ruth.
Os profissionais que realizam os atendimentos também ensinam os responsáveis como proceder na ausência deles.
“A fono já ensinou a engolir a saliva ou a cuspir e ela já entende quando a gente fala. O fisioterapeuta fez exercícios e nos ajudou a mexer com ela. Ela está mais flexível. As mãos estão mais relaxadas. A gente que trata todo dia percebe as mudanças. Graças a Deus, eu tenho o SAD e tenho uma confiança muito grande neles. Sou muito grata. Sei que a minha filha está nas mãos de pessoas boas. Não sei o que seria de nós se não fosse o SAD. Eu não teria condições financeiras para isso”.
Fotos: Renan Otto
