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Com o avanço nas obras do Coletor em Tempo Seco (CTS), famílias relatam fim histórico do mau cheiro e impacto imediato na qualidade de vida
Durante anos, o convívio com o esgoto a céu aberto e o forte mau cheiro limitou a rotina das famílias na Rua Marcelo Machado, na Nova Holanda, no Conjunto de Favelas da Maré. Hoje, com o avanço do sistema de Coletor em Tempo Seco (CTS) realizado pela Águas do Rio, empresa da Aegea, os investimentos já começam a surtir efeito dentro das casas. A companhia destina R$ 120 milhões para um megaprojeto que beneficiará mais de 200 mil moradores de 16 comunidades.

Morador da região há 26 anos, Marcelo Pires acompanha de perto essa transformação. Segundo ele, antes da intervenção, manter as janelas de casa abertas era praticamente impossível.
“A nossa janela nunca ficava aberta por causa do esgoto e do mau cheiro. Depois da obra, nunca mais tivemos esse problema. Hoje conseguimos abrir a janela, fazer comida sem aquele cheiro ruim e viver com mais qualidade de vida. Os cachorros latiam a madrugada inteira porque os ratos passavam toda hora. Hoje isso já mudou bastante.”, relata.
As intervenções no sistema de esgotamento sanitário contribuem para melhorar as condições sanitárias da região e reduzir o lançamento de esgoto nas galerias de drenagem e, consequentemente, na Baía de Guanabara.
Para Bruno Sales, gerente executivo de Operações da Águas do Rio, as obras do Coletor em Tempo Seco representam um avanço para a recuperação ambiental e para a melhoria da qualidade de vida nas comunidades.
“As obras de Coletor em Tempo Seco são fundamentais para reduzir o lançamento de esgoto no meio ambiente e melhorar a qualidade de vida das comunidades. Esse é um investimento que traz ganhos para a saúde da população e para a preservação da Baía de Guanabara. Ver que o nosso projeto já surte efeitos tão positivos e imediatos no dia a dia da Maré prova que a virada do saneamento é uma realidade ”
Da fila do balde à água na torneira
A transformação no território também se estende ao abastecimento de água. Moradora da Maré desde 1977, Maria Silvana lembra que, quando chegou à comunidade, ter água em casa era um desafio que envolvia horas de fila.
“Rolava até briga. A água só caía por volta de onze horas da noite e a gente passava horas esperando com os baldes. Hoje é muito diferente. Ter água tratada em casa e ver o esgoto resolvido está sendo ótimo”, celebra a moradora da Rua Marcelo Machado.
As intervenções na Nova Holanda compõem o cinturão de proteção ambiental da Águas do Rio para a região. O pacote de obras inclui a implantação de redes de água e de 4,5 quilômetros de tronco coletor de esgoto, com grandes tubulações de até 1,5 metro de diâmetro, além de 18 quilômetros de redes secundárias. Ao final do projeto, além de garantir infraestrutura de saneamento para a população local, a empresa evitará o despejo mensal de 1,3 bilhão de litros de esgoto sem tratamento na Baía de Guanabara.

