Encontro das Escolas de Governo

Encontro das Escolas de Governo, no Aqwa Corporate, no Santo Cristo, no RJ. FOTOS: ROBERTO FILHO / DIVULGAÇÃO.

Encontro Nacional promovido pela Fundação CEPERJ reuniu, após uma década, instituições de diferentes regiões do país e abriu espaço para intercâmbio de experiências, pesquisas e ferramentas
A troca de experiências entre instituições responsáveis pela formação e capacitação de servidores públicos ganhou novo impulso com a realização do Encontro Nacional das Escolas de Governo do Brasil, promovido pela Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (CEPERJ). Realizado no Rio de Janeiro, no último dia 25, o encontro reuniu representantes de escolas de governo de 17 estados e do Distrito Federal. Organizações do terceiro setor ligadas ao desenvolvimento da gestão pública também estiveram presentes.
FOTOS: ROBERTO FILHO / DIVULGAÇÃO.
O encontro marcou a retomada, após uma década, de uma ampla articulação nacional entre as escolas de governo. A proposta é criar uma agenda permanente de cooperação entre as instituições. Entre os temas debatidos, a formação de redes, a avaliação de impacto social, o desenvolvimento de capacidades estatais e os desafios para a implementação de políticas públicas.
Com o tema “Estamos, de fato, construindo capacidades nos governos?”, a programação reuniu especialistas e gestores para discutir como as escolas podem contribuir de maneira mais estratégica para a melhoria dos serviços públicos. A iniciativa também possibilitou a construção de parcerias e a identificação de oportunidades para oferta conjunta de cursos e desenvolvimento de novas iniciativas de capacitação.
FOTOS: ROBERTO FILHO / DIVULGAÇÃO.
A abertura institucional contou com representantes da Fundação CEPERJ e da Secretaria de Planejamento e Gestão do Rio de Janeiro. Na sequência, o painel “Repensando o papel das Escolas de Governo na construção das capacidades estatais” reuniu lideranças e especialistas da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), Movimento Pessoas à Frente, Instituto República e Gov.Lab.
Outro destaque foi o painel “Pesquisa em Foco”, que apresentou o estudo “Mapeamento e Diagnóstico das Escolas de Governo do Brasil”, elaborado pela ENAP. A discussão contou ainda com representantes da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV EBAPE) e do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (IPOL/UnB).
Experiências que podem ser replicadas
A programação abriu espaço também para uma vitrine de experiências, na qual diferentes instituições apresentaram projetos e iniciativas desenvolvidos em suas áreas de atuação. Participaram a Escola Municipal de Administração Pública de São Paulo (EMASP), o Grupo de Trabalho de Escolas de Governo do CONSAD, as Fundações João Pinheiro e João Goulart, a Escola de Gestão e Governo de Niterói, além de Motriz e do Departamento Central de Gestão de Pessoas do Rio Grande do Sul (DEGEP).
Encontro das Escolas de Governo, no Aqwa Corporate, no Santo Cristo, no RJ. (25/08/2026) FOTOS: ROBERTO FILHO / DIVULGAÇÃO.
A intenção foi identificar soluções que possam ser adaptadas por outras escolas e, ao mesmo tempo, discutir desafios comuns enfrentados pelas instituições responsáveis pela formação de servidores públicos em diferentes regiões do país.
Compartilhamento de cursos, projetos e ferramentas
Ao longo da tarde, uma feira de trocas possibilitou o compartilhamento de práticas, conteúdos, cursos e ferramentas entre as instituições participantes. Foram disponibilizados materiais e projetos por organizações como Centro de Liderança Pública (CLP), Communitas, Insper, Instituto I, RIL Brasil, Movimento Pessoas à Frente, Motriz, GovLab e FGV.
A iniciativa buscou estimular uma lógica de cooperação, permitindo que experiências já desenvolvidas por uma instituição possam ser aproveitadas ou adaptadas por outras escolas de governo.
O encontro contou ainda com uma dinâmica de avaliação dos principais pontos fortes e desafios enfrentados pelas instituições. Entre os assuntos analisados estiveram o engajamento em educação a distância, o uso de inteligência artificial nas escolas de governo, programas de liderança, metodologias ativas de ensino e os desafios relacionados à burocracia.
De acordo com os organizadores, os resultados da atividade foram compilados em uma base de conhecimento que poderá subsidiar o desenvolvimento e o aprimoramento das escolas de governo participantes, reforçando a proposta de construção de uma rede nacional de colaboração e troca de experiências na área de gestão pública.

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