Fotos: Sandra Barros – Seeduc-RJ
Iniciativa do Colégio Estadual Matemático Joaquim Gomes de Sousa destaca aspectos da cultura e a cooperação bilateral entre Brasil e o país asiático
Uma das celebrações mais importantes do calendário asiático ganhou espaço em Niterói. O Colégio Estadual Matemático Joaquim Gomes de Sousa – Intercultural Brasil-China comemorou, nesta quinta-feira (22/10), o Dia da China. O evento destacou a cooperação bilateralentre as duas nações por meio de apresentações artísticas e acadêmicas que integraram tradição milenar e temas como ciência, invenções, tecnologia e perspectivas de futuro.
A iniciativa reforçou os laços culturais e diplomáticos entre o Brasil e o país asiático, evidenciando como a colaboração mútua contribui para o desenvolvimento humano. Para os alunos, a atividade representou uma imersão prática nos conteúdos pedagógicos daunidade intercultural.

— O Dia da China é uma oportunidade de aprender de um jeito diferente, pesquisando, preparando apresentações e compartilhando conhecimentos com os colegas. Acho importante conhecer a cultura chinesa, principalmente porque a China tem uma história muito ricae uma grande influência no mundo atual. Também é uma forma de valorizar a amizade entre Brasil e China e entender melhor a importância desta data — destacou Eduardo Oliveira Souto, aluno da 2ª série do Ensino Médio.
A festividade fez referência ao Dia Nacional da China, celebrado oficialmente em 1º de outubro. A data marca a fundação da República Popular da China, proclamada em 1949 após a Revolução Chinesa, com uma parada militar que apresentou a nova bandeira e reuniucerca de 300 mil soldados e cidadãos na Praça da Paz Celestial, em Pequim. Ao longo de todo o mês de outubro, a nação asiática promove ações que resgatam sua história e sua identidade cultural.
— Sou um apaixonado e fico muito feliz em ver nossos alunos envolvidos em um projeto como o Dia da China. É uma oportunidade de aprender não só sobre a língua, mas também sobre a história, a ciência e os costumes de um país tão rico. É muito gratificante vernossa escola promovendo esse intercâmbio e aproximando os alunos de uma cultura tão fascinante — afirmou o professor de Mandarim da unidade, Fabrício Haddad Decker.
A comunidade escolar se mobilizou para a realização do evento, com uma programação dividida em duas etapas. No período da manhã, as atividades tiveram um caráter pedagógico. Os estudantes apresentaram trabalhos e compartilharam suas vivências práticas dentrode uma unidade de ensino intercultural, demonstrando o domínio dos conhecimentos adquiridos sobre a nação asiática.
Já no período da tarde, os convidados acompanharam apresentações artísticas que promoveram o intercâmbio cultural entre o Ocidente e o Oriente, unindo música, dança e muito entretenimento.

— Estamos tendo uma aula cultural, com cada turma produzindo materiais e conteúdos belíssimos. Queremos que todos aproveitem bastante essa imersão na China, através de diversos aspectos deste fascinante país — pontuou a diretora-geral da escola, ElisângelaLopes do Nascimento.
As relações bilaterais entre Brasil e China vivem um de seus períodos de maior proximidade estratégica, cooperação política e integração econômica. Atualmente, a China ocupa o posto de segunda maior economia do planeta e se mantém como o principal parceirocomercial do Brasil desde 2009, sendo responsável por mais da metade do superávit comercial anual brasileiro.
— Participar do Dia da China é uma experiência muito legal, porque a gente tem a oportunidade de conhecer melhor um país diferente do nosso. Além de aprender sobre a língua chinesa, podemos descobrir curiosidades sobre sua história, seus costumes e suas descobertascientíficas. É interessante perceber como podemos aprender tanto quando conhecemos outras culturas — disse Sophia Duarte Ficagna, aluna da 3ª série do Ensino Médio.
A importância do modelo intercultural
Atualmente, o estado do Rio de Janeiro conta com 40 unidades escolares que adotam o modelo intercultural, proposta pedagógica que alia as disciplinas da matriz curricular aos conteúdos específicos em uma determinada língua estrangeira. Essa proposta pedagógicapermite que os alunos façam uma imersão no mundo através das atividades realizadas pelo colégio, ampliando oportunidades e preparando os jovens para carreiras nacionais e internacionais. As escolas têm uma dinâmica clara e bem definida, apoiando a autonomiae a sensação de pertencimento dos estudantes.
Com o objetivo de ampliar o alcance da iniciativa, a direção da unidade de Niterói estendeu o convite do Dia da China a diversas escolas parceiras da rede. A ação promoveu maior integração entre os estudantes convidados e fortaleceu o intercâmbio de saberescom a comunidade local.
Para a diretora-adjunta da unidade, Flávia Mercante, o entusiasmo e o engajamento da comunidade escolar mostram que a educação é a ponte mais poderosa entre os povos. Ela tem a convicção de que educar para o futuro é, antes de tudo, ampliar horizontes e abraçara diversidade do mundo.
— Ao explorarmos o tema dos trabalhos deste ano, ciência, invenção, tecnologia e futuro, estimulamos a curiosidade intelectual, o respeito intercultural e a empatia, competências essenciais para a formação de cidadãos globais. O Dia da China não é apenas umadata comemorativa no nosso calendário; é uma oportunidade única para os nossos alunos mergulharem em uma das culturas mais ricas e milenares da humanidade — concluiu Flávia Mercante.
Fotos: Sandra Barros – Seeduc-RJ

