FOTO: DIVULGAÇÃO

O crescimento da economia dos criadores tem ampliado as possibilidades de trabalho e empreendedorismo no ambiente digital. Mais do que publicar fotos e vídeos, profissionais que encontram nas plataformas digitais uma fonte de renda precisam desenvolver estratégias de comunicação, conhecer o público e administrar suas atividades como um negócio.
É o caso de Ludmila Pereira, conhecida nas redes sociais como SouLud. Aos 23 anos, a criadora de conteúdo conta que conseguiu transformar sua atuação na internet em uma atividade profissional que hoje também gera oportunidades de trabalho para outras pessoas.
Segundo ela, um dos principais erros de quem pretende ingressar nesse mercado é acreditar que basta produzir conteúdo para conseguir resultados financeiros.
“Eu vejo muita mina falando que o auge do auge é começar a abrir um perfil e começar a postar foto e tal. A galera fica muito focada nesse negócio de foto, mas o fator principal é estudar muito, estudar marketing. Eu fiz faculdade de Publicidade e Propaganda, eu adentrei tudo. Então, estudar precisa ser o foco principal”, relata.
A formação acadêmica, segundo Ludmila, contribuiu para que ela desenvolvesse uma visão mais estratégica sobre a própria atividade. Com o crescimento do trabalho, surgiu também a necessidade de contar com outras pessoas na operação.
“Hoje em dia, tem uma equipe me ajudando. Eu tô dando emprego pros outros. Da onde eu imaginei isso? Com os meus 23 anos! Então, estudar e fazer estratégias de marketing, principalmente”, afirma.
Da audiência à monetização
A trajetória de Ludmila também chama atenção para uma transformação no mercado digital: a possibilidade de converter a produção de conteúdo em um modelo de negócio, utilizando plataformas que permitem comercializar publicações e manter uma relação direta com assinantes.
Entre os ambientes utilizados por criadores está a Privacy, plataforma brasileira de monetização de conteúdo que oferece recursos para comercialização de materiais digitais e interação com o público.
Mas conquistar seguidores não significa, necessariamente, conseguir transformá-los em clientes.
A criadora Fernanda, que reúne cerca de 300 mil seguidores em uma rede social, também destaca a importância de pensar na divulgação e no relacionamento com os assinantes.
Além de utilizar redes sociais para apresentar seu trabalho, ela aposta na comunicação direta com o público dentro da plataforma para informar sobre novos conteúdos.
“Quando eu tenho alguma coisa nova, mando uma mensagem em massa e geralmente as pessoas que já assinaram estão meio que esperando por essa mensagem para saber o que tem de novo. Minhas vendas vêm muito disso também”, afirma.
Para Fernanda, pesquisar referências e conhecer diferentes formatos de produção também são etapas importantes para quem deseja começar.
As experiências das duas criadoras mostram que a atuação profissional no ambiente digital envolve diferentes competências, como produção, comunicação, planejamento, atendimento e estratégias comerciais.
Em um mercado no qual a audiência pode se transformar em fonte de renda, a profissionalização se torna parte importante da construção de negócios digitais.
