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Imagem: Magnific

Além da preparação técnica, também é importante saber como enfrentar os desafios emocionais
A entrada no mercado de trabalho pode despertar inseguranças e gerar expectativas nos profissionais, principalmente entre quem busca o primeiro emprego. Além da preparação técnica, é preciso lidar com os desafios emocionais dos processos seletivos e dos primeirospassos da carreira. Um levantamento do Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) aponta que quase 30% dos candidatos consideram o nervosismo o maior desafio durante uma seleção, apontando como é importante o preparo emocional nessa etapa.
Segundo Alfredo Assunção, professor do curso de Psicologia da UNINASSAU Rio de Janeiro e especialista em Psicologia do Trabalho e Organizacional, a experiência profissional envolve imprevistos e situações que exigem a resolução de problemas e a adaptação acircunstâncias inesperadas. Esse processo pode gerar insegurança, frustração e sofrimento. “Um dos principais desafios de quem está entrando no mercado de trabalho é lidar com a insegurança diante de uma realidade que, muitas vezes, é bastante diferente daimaginada durante sua formação”, destaca.
O primeiro emprego também tem um papel importante na construção da identidade, da autonomia e do reconhecimento social. Por isso, a ansiedade durante uma entrevista pode estar relacionada ao significado que a conquista de uma vaga representa para o candidato,inclusive como forma de reconhecimento profissional.
“Quando a pessoa associa a aprovação no processo seletivo à confirmação de seu próprio valor, a possibilidade de rejeição pode ser vivida como uma ameaça à imagem que ela construiu de si mesma. Não ser selecionado para uma vaga costuma ser frustrante, mas nãosignifica falta de valor ou potencial profissional. A seleção é uma decisão situada, relacionada a uma vaga, a determinados critérios e a um contexto organizacional específico”, afirma Alfredo Assunção.
A sequência de processos seletivos sem aprovação costuma levar o candidato a questionar sua formação e suas competências, além de comprometer a confiança na possibilidade de conseguir uma vaga. Para enfrentar esse cenário, o professor recomenda reconhecer eelaborar a frustração sem se cobrar uma reação imediata, identificar aspectos que podem ser aprimorados, como o currículo e o desempenho nas entrevistas, e preservar os vínculos sociais, buscando apoio quando a experiência afetar a autoestima ou a saúde mental.
E ainda há a possibilidade de os desafios emocionais continuarem após a contratação. Nos primeiros meses em uma nova função, o profissional precisa se adaptar às atividades e expectativas da empresa, processo que costuma gerar ansiedade e frustração. “Paralidar com esse contexto, a recomendação é esclarecer as expectativas da função, estabelecer prioridades, solicitar feedback e reconhecer quando precisar de ajuda. Também é importante assumir a responsabilidade pelos próprios erros, corrigir o que for necessárioe refletir sobre o que pode ser aprimorado”, orienta.
Esses desafios não se limitam ao início da carreira. A busca por uma recolocação, a mudança de área ou o desejo de crescer profissionalmente também podem despertar inseguranças e expectativas em quem já está no mercado de trabalho.
Para quem busca o primeiro emprego, um estágio ou novas oportunidades de carreira, a Feira de Trabalhabilidade da UNINASSAU Rio de Janeiro é uma oportunidade de conhecer empresas, descobrir vagas e se aproximar do mercado de trabalho. O evento acontece no dia4 de novembro, na Instituição de Ensino Superior, localizada na Rua Marquês de Abrantes, 55, no Flamengo.

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