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A infância é o principal momento do desenvolvimento cerebral do ser humano, mas de acordo com hábitos, estilo de vida e níveis de estímulos, ele pode se desenvolver mais rápido ou mais devagar, alerta o Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela.
O cérebro da criança passa por profundas transformações durante a infância. Nesse período, conexões entre neurônios são formadas, fortalecidas e reorganizadas de acordo com as experiências, o que torna os hábitos fundamentais para o desenvolvimento cognitivo, emocional e comportamental.

Alimentação, sono, atividade física, estímulos intelectuais e convivência social fazem parte desse processo. Não existe uma fórmula que determina exatamente como cada cérebro irá se desenvolver, mas oferecer condições adequadas pode favorecer a aprendizagem e a formação de habilidades importantes.

“Na infância, o cérebro tem uma grande capacidade de adaptação e reorganização. As experiências, os hábitos e os estímulos nessa fase ajudam na construção e no fortalecimento das redes neurais, por isso, a rotina da criança não deve ser vista apenas como uma questão de comportamento, mas também como parte de um ambiente que influencia seu desenvolvimento cerebral”, explica o Pós-PhD em Neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela.

5 hábitos que estimulam o neurodesenvolvimento na infância:
1. Ter uma rotina de sono adequada

Durante esse período, ocorrem processos relacionados à consolidação da memória, à regulação emocional e à recuperação do organismo. Uma rotina irregular ou insuficiente de sono prejudica a atenção, aprendizagem, disposição e controle emocional, especialmente quando a privação se torna frequente.

“Durante o sono, estruturas como o hipocampo e o córtex pré-frontal estão envolvidas em processos de consolidação e reorganização das informações adquiridas ao longo do dia. O hipocampo participa da estabilização de novas memórias, enquanto o córtex pré-frontal está ligado à atenção, ao planejamento e às funções executivas. Em crianças, que ainda estão em intenso processo de maturação neural, um bom sono favorece a integração dessas funções e contribui para o desenvolvimento cognitivo”, afirma o Dr. Fabiano de Abreu Agrela.

2. Estimular leitura e atividades cognitivas
Ler, contar histórias, brincar com jogos apropriados para a idade, desenhar, montar objetos e resolver problemas são formas de estimular diferentes habilidades cognitivas. Essas atividades envolvem atenção, memória, linguagem, raciocínio, planejamento e criatividade.

“O cérebro infantil aprende por meio da experiência. Uma atividade simples, como ouvir uma história e tentar recontá-la, pode envolver linguagem, memória, atenção e imaginação simultaneamente. O mais importante é oferecer estímulos variados, respeitando a idade e o ritmo individual da criança”, destaca.

3. Praticar atividades físicas
Movimentar o corpo também contribui para a saúde cerebral. Brincadeiras ao ar livre, esportes, dança, corridas e outras atividades adequadas à idade estimulam a coordenação motora e ajudam a manter uma rotina ativa. Além dos efeitos sobre o corpo, a atividade física está relacionada ao funcionamento de sistemas envolvidos na regulação do humor, atenção e aprendizagem.

4. Manter uma alimentação equilibrada
O cérebro precisa de energia e nutrientes para funcionar adequadamente. Durante a infância, quando o organismo está em crescimento, uma alimentação variada e equilibrada contribui para atender às necessidades nutricionais dessa fase.

Frutas, verduras, legumes, proteínas, cereais e outras fontes de nutrientes podem fazer parte de uma alimentação diversificada, de acordo com as necessidades individuais da criança.

5. Incentivar brincadeiras e interação social
Brincar com outras crianças, conversar com familiares, participar de atividades coletivas e aprender a lidar com regras e conflitos são experiências que envolvem diferentes capacidades cognitivas e emocionais. Durante essas interações, a criança precisa interpretar expressões, compreender intenções, esperar sua vez, negociar e adaptar seu comportamento às situações.

“A interação social é um estímulo multimodal para o cérebro infantil, ela envolve a integração de diferentes circuitos neurais. Regiões do córtex pré-frontal participam da tomada de decisões, do controle inibitório e da regulação do comportamento, enquanto o córtex temporal e áreas associadas à linguagem contribuem para a interpretação de sinais sociais e comunicação. Ao mesmo tempo, estruturas como a amígdala e o hipocampo estão relacionadas ao processamento emocional e à formação de memórias. Nas brincadeiras, essa integração permite que a criança simule situações, avalie consequências, desenvolva autonomia e desenvolva a sua capacidade de adaptação às respostas do ambiente”, afirma o Dr. Fabiano de Abreu Agrela.

Desenvolvimento não é uma corrida
Apesar dos estímulos serem importantes, é importante entender que cada pessoa tem características próprias, e diferenças no ritmo de aquisição de determinadas habilidades não significam necessariamente um problema. O objetivo dos hábitos saudáveis é oferecer ao cérebro condições favoráveis para seu desenvolvimento, sem transformar a infância em uma busca constante por desempenho.

“Estimular não significa pressionar. O cérebro infantil precisa de desafios, mas também precisa de descanso, brincadeira, segurança emocional e tempo livre. Uma infância equilibrada não é aquela em que a criança recebe o maior número possível de estímulos, mas aquela em que encontra diferentes experiências adequadas ao seu desenvolvimento”, conclui o Dr. Fabiano de Abreu Agrela.

Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues MRSB/P0149176 é Pós-PhD em Neurociências, eleito membro da Sigma Xi — The Scientific Research Honor Society (instituição na qual mais de 200 membros já receberam o Prémio Nobel) e Sócio Agregado da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa, Portugal (registo nº 6372). É membro da Society for Neuroscience (EUA), da Royal Society of Biology e da Royal Society of Medicine (Reino Unido), da European Society of Human Genetics (Viena, Áustria), da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e da APA — American Philosophical Association (EUA).

Doutor (Ph.D.) em Neurociências e Doutor em Ciências da Saúde. É Mestre em Ciências da Saúde, Mestre em Psicologia e Mestre Livre em Psicanálise. Possui os graus de Bacharel em Ciências do Aconselhamento e Psicologia, Licenciado em História e Biologia, e o título de Tecnólogo em Antropologia e Religião, com diversas formações nacionais e internacionais em Neurociências e Neuropsicologia. Atua também como Jornalista credenciado FENAJ 0035228/RJ (Brasil) — e Psicanalista Clínico registado. Dr. Fabiano é membro de prestigiadas sociedades de alto QI, incluindo Mensa International, Intertel, ISPE High IQ Society, Triple Nine Society, ISI-Society e HELLIQ Society High IQ.

Autor de mais de 400 estudos científicos e 31 livros, atua como professor convidado na PUCRS, FACMED, Comportalmente no Brasil, UNIFRANZ na Bolívia e Faculdade Católica Dom Corleone. Especialista em Biologia Molecular e Genómica, é Diretor Científico do CPAH — Centro de Pesquisa e Análises Heráclito e criador do GIP — Genetic Intelligence Project, plataforma de análise genómica que produz relatórios de predisposição genética individual. Presta ainda assessoria de imprensa e consultoria em comunicação científica, integrando a sua dupla formação em Neurociências e Jornalismo.

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