Foto/divulgação: Alerj
Encontro reuniu docentes e estudantes para discutir recomposição salarial, triênios e autonomia universitária.
A Comissão de Ciência e Tecnologia, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), realizou uma audiência pública, na tarde desta segunda-feira (18/05), na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), campus Maracanã, para discutir a situação orçamentária, os direitos dos servidores e a autonomia das universidades estaduais fluminenses. Todas as reivindicações serão reunidas em um documento oficial que será entregue ao Governo do Estado, visto pelos servidores como uma janela de oportunidades.
Durante a audiência, também foram debatidos temas como plano de cargos e carreira, restituição dos triênios, auxílio-alimentação e a implementação do campus da Uerj na Zona Oeste. A presidente da Comissão, Elika Takimoto (PT), afirmou que todas as demandas apresentadas durante a reunião serão formalizadas e encaminhadas ao Governo do Estado como forma de reforçar as reivindicações dos servidores das universidades estaduais.
“Essa ata vai ser transformada em um documento robusto com as pautas apresentadas aqui, como a recomposição salarial, a volta dos triênios, o auxílio-alimentação de R$ 1.500 e o auxílio-saúde. Estivemos aqui para ouvir e construir esse documento. Assim que possível, entregarei ao governador”, afirmou a parlamentar.
Já a reitora da Uerj, Gulnar Azevedo, destacou a importância de o encontro acontecer dentro da instituição. Mesmo em greve, a universidade mantém o pagamento das bolsas para cerca de 9 mil estudantes cotistas, além do funcionamento dos refeitórios e da oferta de café da manhã para alunos e servidores.
“O nosso orçamento, diante de tudo o que a universidade realiza, é insuficiente. O que os trabalhadores da Uerj reivindicam é uma dívida que não foi paga em 2023 e 2024, referente às parcelas da recomposição salarial. Entendemos que o governador está estudando a melhor forma de viabilizar esse pagamento”, ressaltou a reitora.
O professor João Batista defendeu a criação de um instrumento de previsibilidade orçamentária para as universidades estaduais, inspirado no modelo adotado pelas instituições públicas de São Paulo, permitindo maior planejamento e transparência nos investimentos.
“Isso permitiria que estudantes, docentes e técnicos pudessem pleitear ações de fortalecimento das políticas universitárias, melhorias na infraestrutura, permanência estudantil, garantia de acesso e valorização salarial prevista para os próximos anos”, concluiu.
Fonte: Alerj

