Foto/Divulgação: Alerj
A estação das barcas do Centro do Rio passará a se chamar Estação Praça XV de Novembro – Silvio Santos. O objetivo é homenagear o apresentador e empresário Silvio Santos, que morreu em 2024. A determinação consta na Lei 11.140/26, de autoria do deputado Rosenverg Reis (MDB), que foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), sancionada pelo Governo Estadual e publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (23/03).
Silvio Santos nasceu, cresceu e iniciou sua carreira na cidade do Rio de Janeiro. A primeira vez que interagiu com a plateia foi nas Barcas Rio-Niterói, quando o então locutor de rádio teve a ideia de colocar alto-falantes para animar a viagem dos passageiros. Enquanto isso, fazia anúncios, brincadeiras e vendia produtos.
A medida complementa a Lei 6.036/11, que consolida todas as normas relacionadas às vias e aos logradouros públicos. “A lei transforma a estação das barcas em um marco histórico que recorda o local onde o Silvio Santos começou a desenvolver o talento que conquistou milhões de brasileiros. Justa homenagem ao homem que tantos empregos gerou no país”, destaca o deputado Rosenverg.
Nascido em 12 de dezembro de 1930, Silvio Santos era o pseudônimo de Senor Abravanel. Na televisão, apresentou programas na TV Tupi, TV Globo e Record e fundou sua própria emissora, em 1981, o SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), que se tornou a terceira maior rede de TV brasileira. Como empresário comprou, em 1958, o Baú da Felicidade, embrião do Banco Panamericano, do radialista Manoel de Nóbrega. Na empresa, o cliente pagava carnês mensais e, em dezembro, recebia uma caixa de brinquedos. Silvio Santos morreu, aos 93 anos, por complicações no tratamento de influenza, no dia 17 de agosto de 2024.
Relação com o Rio de Janeiro
Silvio Santos foi o primeiro dos seis filhos de Alberto e Rebecca Abravanel, judeus do Império Otomano que migraram para a cidade do Rio. Ele nasceria numa casa da Vila Rui Barbosa, que ficava entre a avenida Henrique Valadares e a rua do Senado, na Lapa.
Apesar de na década de 50 ter se mudado para São Paulo, onde deslanchou sua carreira e criou seu famoso canal de televisão SBT, a história de Sílvio Santos começou no Rio. Serviu ao exército na Escola de Paraquedistas, em Deodoro, Zona Oeste do Rio, e trabalhou como camelô na Rua do Ouvidor, no Centro, onde vendia canetas, durante a adolescência. Sua voz chamou a atenção e fez testes para a Rádio Guanabara. Passou em primeiro lugar, superando nomes como Chico Anysio, mas logo voltou a trabalhar como ambulante, onde faturava mais.
Na época do exército, ele passou a trabalhar voluntariamente na Rádio Mauá, em Niterói, na qual apresentava programas com outros locutores. Ao deixar o meio militar, continuou a trabalhar como camelô e como radialista, passando pela Rádio Tupi e pela Rádio Continental, muito populares no final da década de 1940. Foi homenageado em vida, no desfile da escola de samba Tradição no Carnaval de 2001.
Fonte: Alerj

