Uerj - Foto/Divulgação
Reafirmando seu compromisso com a disseminação de conhecimentos no campo das mudanças climáticas na América Latina e no Caribe e sua influência nos processos de transformação social, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) realiza o 1º Seminário Latino-Americano sobre Justiça Climática (SLAJC), de 4 a 6 de novembro, no campus Maracanã. As inscrições são gratuitas.
O evento, organizado pelo Observatório Interdisciplinar das Mudanças Climáticas (OIMC) da Uerj, reúne pesquisadores de diversas universidades brasileiras e internacionais, estudantes, gestores públicos e representantes da sociedade civil, com o objetivo de criar espaços interdisciplinares de diálogo na área.
Durante três dias, o seminário oferecerá 9 mesas temáticas e 10 oficinas de formação. As mesas discutirão, entre outros temas, transição justa e racismo ambiental, políticas públicas de adaptação climática, oceanos e manguezais, integridade da informação e obstrução climática, multilateralismo e negociações climáticas, e a ciência e a arte no enfrentamento da crise climática.
Já as oficinas abordam métodos e práticas, incluindo uma simulação da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, as relações entre percepção subjetiva e conhecimento na compreensão das vulnerabilidades climáticas, levantamento de dados em territórios periféricos e grupos focais, metodologias de pesquisa sobre obstrução climática e saberes para a construção da justiça climática.
Entre os palestrantes confirmados, estão nomes como Maritza Paredes (PUC-Peru), Ricardo Gutiérrez e Lucas Christel (UNSAM – Argentina), Luis Rivera Vélez (CECMA – México), Cecilia Osorio Gonnet (Universidad del Chile) e Natália Lever (Ashoka – EUA).
A programação completa e o link para inscrição estão disponíveis em: https://obsinterclima.eco.br/seminarios-oimc/seminario-latino-americano-justica-climatica/
Crise climática
O conceito de justiça climática se refere à interface entre ação climática e justiça social, a partir do reconhecimento de que os principais agentes causadores da crise climática são os que mais facilmente podem se adaptar a seus efeitos nefastos, ao passo que os grupos mais vulneráveis às consequências da emergência climática e seus territórios, com menos recursos financeiros e tecnológicos são aqueles que menos contribuem para a emissão de gases de efeito estufa (GEE), historicamente e na atualidade.
Essas desigualdades e assimetrias estão presentes nos contextos nacionais e locais, mas igualmente nas relações internacionais e na economia política internacional. Pensar a justiça climática traz ainda à tona o debate sobre a responsabilidade da geração presente com as gerações futuras e com as formas não-humanas de vida.
Em 2025, duas pesquisadoras da Uerj, Letícia Cotrim e Luciana Prado, ambas da Faculdade de Oceanografia, foram selecionadas para participar do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU). O relatório do IPCC é uma das principais referências internacionais sobre a crise climática, sendo referendado por todos os países signatários da ONU e utilizado para orientar decisões governamentais, acordos internacionais e estratégias de adaptação e mitigação.
SERVIÇO:
1º Seminário Latino-Americano sobre Justiça Climática
Data: 4 a 6/11/2026
Horário: 9h às 18h30
Local: Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) – Campus Maracanã
Endereço: Rua São Francisco Xavier, 524 – Maracanã
Programação e Inscrições: https://obsinterclima.eco.br/seminarios-oimc/seminario-latino-americano-justica-climatica/

