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Embora cada criança tenha seu próprio ritmo, alguns sinais precisam de atenção
Os primeiros anos de vida são fundamentais para os desenvolvimentos cognitivo, motor, emocional e social da criança. Nesse período, acompanhar marcos como sustentar a cabeça, sentar, engatinhar, desenvolver a linguagem e interagir com outras pessoas ajuda paise responsáveis a identificarem possíveis dificuldades. Embora cada pequeno tenha seu próprio ritmo, alguns sinais podem indicar a necessidade de uma avaliação profissional.
Segundo a coordenadora do curso de Terapia Ocupacional da UNINASSAU Rio de Janeiro, Emanuely Javarrotti, existem alguns marcos que são os principais na primeira infância. “Sustentar a cabeça por volta dos 2 a 3 meses, rolar aos 4 meses e engatinhar até os 8meses; contato visual percebido nas primeiras semanas com a amamentação; sorriso social e interesse pelo outro por volta dos 4 meses; e desenvolvimento da linguagem, como balbucio, primeiras palavras e ampliação do vocabulário entre 6 meses e 10 meses”, explica.
Ainda que o desenvolvimento infantil aconteça em ritmos diferentes, alguns sinais podem indicar a necessidade de uma avaliação profissional. “É importante observar atrasos persistentes, perda de habilidades já adquiridas, pouca interação social, dificuldade importante na comunicação ou na realização de atividades motoras. Nesses casos, os pais devem buscar avaliação profissional o quanto antes, pois a intervenção precoce faz muita diferença nos desfechos”, destaca.
Nesse contexto, a Terapia Ocupacional pode contribuir para o desenvolvimento infantil ao trabalhar habilidades que fazem parte da rotina da criança e estimular sua autonomia. A atuação costuma envolver aspectos motores, cognitivos, sensoriais e sociais, de acordo com as necessidades da faixa etária de cada paciente. Além disso, auxilia diretamente para o desenvolvimento de habilidades necessárias à realização das atividades de vida diária. “Treinar o uso de talheres, o vestir-se, a higiene pessoal, a organização de materiais escolares e a participação em brincadeiras são alguns exemplos”, ressalta Emanuely Javarrotti.
A atuação do profissional também se estende ao ambiente escolar. Nessa fase, o terapeuta ocupacional pode contribuir para a inclusão da criança nas atividades escolares e auxiliar no desenvolvimento das habilidades necessárias para que ela tenha mais autonomia e confiança, respeitando seu ritmo e suas necessidades.
Não existe uma idade ideal para buscar acompanhamento. “É importante que, quando observado atraso ou alguma atipicidade relacionada ao desenvolvimento e às habilidades esperadas, o profissional seja procurado. Quanto mais cedo a criança receber estímulos adequados, maior a probabilidade de sucesso do tratamento”, explica a coordenadora.
Para o acompanhamento ser eficaz, a presença dos pais ou responsáveis também é fundamental. “Sem participação dos pais, o tratamento tende a demorar para dar resultados ou até mesmo ser ineficaz. É necessário que eles compreendam a importância da participaçãodurante todo o processo, de forma engajada e seguindo as orientações dos profissionais”, conclui.
Fonte: Samara Ramos

