Beco do rato durante obras

Beco do rato durante obras - foto/divulgação

Águas do Rio acaba com problema histórico na localidade conhecida como Beco do Rato

Roteiro turístico de visitantes nacionais e estrangeiros que desejam conhecer o dia a dia de uma comunidade, a Rocinha, na Zona Sul carioca, também atrai milhares de turistas pelas vistas deslumbrantes. No entanto, a maior favela do Brasil e uma das maiores da América Latina, lar de mais de 70 mil pessoas, sofre há décadas com a falta de infraestrutura. Quando o assunto é saneamento, porém, uma mudança vem sendo percebida e comemorada por seus moradores desde a chegada da Águas do Rio, empresa do grupo Aegea.

Na localidade conhecida como Beco do Rato, por exemplo, o esgoto corria a céu aberto, expondo moradores a riscos constantes e degradando o ambiente. Essa realidade começou a ser enfrentada com a atuação da concessionária, que realizou a substituição de mais de 30 metros de rede de esgoto por uma tubulação nova, além da construção de dois poços de visita. A obra garantiu a destinação correta dos poluentes, evitando extravasamentos e beneficiando cerca de 600 moradores.

Essa transformação pode ser contada por meio da história de Audelice Lima, mais conhecida como Dona Alda, de 67 anos, que por muitos anos enfrentou dificuldades para ir e vir, pois precisava atravessar o esgoto que vazava tanto na porta de sua casa quanto por toda a extensão do Beco do Rato, onde vive. A situação, que perdurava há tempos, provocava mau cheiro e colocava a saúde dos moradores em risco.

“Aqui era horrível, muito vazamento e ratos passando para todos os lados. O beco ficava sujo demais, com aquela água imunda e fedida escorrendo”, relata a aposentada. Ela ainda conta que ralou o braço após escorregar no chão molhado e que a ferida demorou a cicatrizar devido ao contato com o esgoto no momento da queda.

Obra finalizada no Beco do Rato – Foto/divulgação

Quem também sofria com a falta de infraestrutura era Débora Dias, de 49 anos: “A situação aqui era precária. Era esgoto vazando para todos os cantos, barata andando por aí. Uma nojeira só! Era um sacrifício diário passar por aqui”.

Saúde e dignidade por meio do saneamento

Segundo Patrick Rodrigues, coordenador de Operações da empresa, a melhoria representa mais do que a implantação de infraestrutura:

“Levar saneamento para dentro das comunidades é viabilizar saúde, dignidade e inclusão social. Dessa forma, conseguimos reduzir desigualdades e construir um futuro mais justo e próspero para quem sempre viveu à margem dos serviços básicos”, afirma.

Aliviadas pela transformação, Dona Alda e Débora comemoram o novo momento. Para elas, a intervenção significa mais do que uma mudança positiva: é sinônimo de qualidade de vida:

“Só quem conviveu por anos com essa situação entende o valor dessa obra e o impacto dela no nosso cotidiano. Acabou o mau cheiro, os ratos e as baratas sumiram, e agora podemos circular em paz, sem ficar desviando do esgoto ou preocupadas em escorregar na sujeira”, disse Dona Alda.

Avanços em várias regiões

A obra no Beco do Rato faz parte de um conjunto de ações que vêm mudando, de forma gradual, o cenário do saneamento na Rocinha desde novembro de 2021. Áreas historicamente marcadas pela precariedade, como Roupa Suja, Vila Verde, Rua da Raiz e Linha da Morte, também já receberam intervenções, com revitalização da rede de água, limpeza e recuperação de estruturas. A Águas do Rio já implantou mais de 2,4 mil metros de rede de esgoto e mais de 1,7 mil metros de rede de água tratada na comunidade.

Até o momento, a empresa já investiu R$ 5,5 bilhões nas 27 cidades onde atua, beneficiando 3,5 milhões de pessoas com obras de melhoria. Em pouco mais de quatro anos e cinco meses, a Águas do Rio já instalou ou substituiu mais de 1,8 mil km de redes.

Fonte: Águas do Rio

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