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Foto/Divulgação: Lucas Ramos

Lei, de autoria da deputada Lilian Behring, institui 13 de março no calendário estadual e amplia a conscientização sobre condição que afeta milhões de brasileiras

O Estado do Rio de Janeiro passou a contar oficialmente com o Dia Estadual da Luta contra a Endometriose, celebrado em 13 de março, após a sanção da Lei nº 11.144/2026. A medida, de autoria da deputada estadual Lilian Behring (PCdoB), representa um avanço simbólico e político no enfrentamento de uma doença que ainda é invisibilizada, apesar de atingir milhões de brasileiras.

“A endometriose não pode mais ser tratada como uma dor silenciosa. Quando o Estado reconhece oficialmente essa data, ele assume o compromisso de dar visibilidade, informação e cuidado para milhões de mulheres”, disse a autora. 

A endometriose afeta entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva, segundo o Ministério da Saúde, o que representa cerca de 1 em cada 10 mulheres. No Brasil, a estimativa é de que mais de 7 milhões de brasileiras convivam com a doença, muitas vezes sem diagnóstico.

“Estamos falando de uma realidade que impacta profundamente a vida das mulheres — física, emocional e profissionalmente — e que por muito tempo foi negligenciada”, continuou Lilian. 

Um dos principais desafios é justamente o tempo para diagnóstico. Estudos apontam que mulheres podem levar anos até obter a confirmação da doença, convivendo com dor crônica, dificuldade para engravidar e limitações na rotina.

No Sistema Único de Saúde (SUS), a endometriose já representa uma demanda relevante, com crescimento nos atendimentos na atenção primária nos últimos anos — reflexo da ampliação do debate e da busca por diagnóstico.

“Essa lei é um marco porque transforma invisibilidade em política pública. É o reconhecimento de que a dor das mulheres precisa ser levada a sério e tratada como prioridade na saúde”, reforçou Behring.

Com a criação do Dia Estadual, a expectativa é fortalecer campanhas de conscientização, ampliar o acesso à informação e incentivar o diagnóstico precoce, reduzindo o tempo de sofrimento das pacientes.

“O dia 13 de março passa a ser um chamado à ação. Informação salva, diagnóstico precoce transforma e políticas públicas têm o poder de mudar realidades”, concluiu. 

A inclusão da data no calendário oficial também reforça a importância de ações educativas, formação de profissionais e ampliação do acesso ao tratamento, consolidando o papel do Estado na promoção da saúde da mulher.

Fonte: Soraya Moté

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