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Foto/divulgação: Samara Ramos / UNINASSAU

Os sintomas vistos na internet não são suficientes para diagnosticar um transtorno psicológico
O compartilhamento de vídeos e materiais sobre saúde mental tem crescido cada vez mais nas redes sociais, ampliando o acesso à informação sobre o assunto. No entanto, o consumo frequente desse tipo de conteúdo também tem levado algumas pessoas a se autodiagnosticarem.Segundo um estudo da Universidade de East Anglia, até 56% das publicações sobre neurodivergência e saúde mental nas redes sociais apresentam informações imprecisas. Por isso, é importante buscar uma avaliação profissional ao invés de tentar identificar sozinhoum possível diagnóstico.
O autodiagnóstico ocorre quando a pessoa identifica em si mesma um transtorno ou condição de saúde sem a avaliação de um profissional qualificado. Segundo Denise Rodrigues, psicoterapeuta cognitivo-comportamental e responsável técnica da Clínica-Escola de Psicologiada UNINASSAU Rio de Janeiro, conteúdos publicados na internet não substituem uma avaliação profissional. “O diagnóstico considera os sintomas, mas não depende apenas deles. Existem as nuances, as combinações e a intensidade com que esses sinais aparecem. Essesaspectos precisam ser avaliados por um profissional. Além disso, quando tentamos analisar a nós mesmos, nossa percepção pode ser influenciada por vieses. Podemos deixar de perceber alguns comportamentos ou minimizar situações importantes, tornando o autodiagnósticopouco confiável”, explica.
Ainda de acordo com a psicoterapeuta, um transtorno não é definido apenas pela presença de sintomas. É preciso avaliar o quanto esses sinais interferem no funcionamento do indivíduo no dia a dia, além da frequência, da intensidade e do sofrimento. “Por exemplo,uma pessoa pode estar triste porque perdeu o emprego ou alguém muito importante e está vivenciando um processo de luto. Isso costuma durar alguns dias ou semanas, mas não significa, necessariamente, que ela tenha depressão. O luto é uma reação natural diantede uma perda e só pode ser associado a um quadro depressivo quando há outros sintomas e um prolongamento do sofrimento. Muitos acreditam que basta estar triste para estar com depressão, mas isso não é verdade”, destaca.
O processo para chegar a um diagnóstico envolve diferentes etapas, diferentemente do que é visto na internet. Ele é composto, por exemplo, pela entrevista inicial e pelas sessões de avaliação. Dependendo do caso, o profissional também pode utilizar testes psicológicosespecíficos para complementar a análise. Ao final do processo, é realizada uma devolutiva, na qual o paciente recebe orientações sobre o diagnóstico e os possíveis encaminhamentos.
Caso a pessoa identifique sintomas que afetem seu bem-estar emocional ou sua rotina, a recomendação é buscar ajuda profissional. “Ao procurar um especialista, ele irá avaliar a extensão desses sintomas, pois sinais isolados não caracterizam, por si só, um transtornopsicológico”, ressalta Denise Rodrigues.
Para quem precisa de acompanhamento psicológico, a UNINASSAU Rio de Janeiro conta com a Clínica-Escola de Psicologia, que oferece atendimento psicológico à população por valores acessíveis. O serviço atende demandas emocionais e comportamentais, como ansiedade,estresse e outras questões relacionadas à saúde mental. Localizada na Rua Marquês de Abrantes, nº 55, no Flamengo, o espaço funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 22h. Os agendamentos podem ser realizados pelo telefone (21) 96661-5929.
Fonte: Samara Ramos

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