Arte das apresentações

Arte das apresentações - Foto/Divulgação

Indicada ao Prêmio APTR, Carolina Chalita inicia, com a reestreia, tour da peça que mergulha na obra da autora libanesa Joumana Haddad para propor um olhar sobre o feminino  

 Até onde as realidades vividas pelas brasileiras e pelas mulheres árabes se distanciam? Este questionamento é o ponto de partida de “Eu matei Sherazade, confissões de uma árabe em fúria”, que retorna aos palcos no Teatro TotalEnergies, na Glória, para apenas três apresentações, nos dias 24, 25 e 26 de julho, sexta-feira e sábado, às 20h, e domingo, às 18h. Indicada ao Prêmio APTR, Carolina Chalita atua e assina a dramaturgia do monólogo, primeira adaptação do livro homônimo da autora libanesa Joumana Haddad para o teatro, com direção de Miwa Yanagizawa, direção musical de Beto Lemos e música ao vivo de Maria Clara Valle. Após a reestreia, o espetáculo segue em tour até outubro pelas unidades do SESC RJ e no Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ).

   

No palco, Carolina – que tem ascendência libanesa – narra as confissões de uma árabe enfurecida pela maneira como a mulher é vista por seu próprio povo e pelo olhar preconceituoso do Ocidente. 

– Desenvolvemos uma dramaturgia que oferece a possibilidade de investigar as fronteiras entre os olhares árabe e ocidental sobre as mulheres. Joumana Haddad nos apresenta um caminho para a libertação da hipocrisia da cultura patriarcal – conta Chalita.

O caminho para a libertação, na obra de uma das mais influentes escritoras do mundo árabe, é encontrado por meio de uma crítica à forma como é apresentada a personagem Sherazade no livro “As mil e uma noites”, obra que compilou histórias populares originárias do Oriente Médio e do sul da Ásia em língua árabe a partir do século IX.

1 – Carolina Chalita em Eu matei Sherazade, confissões de uma árabe em fúria – Foto/divulgação: Juliana Chalita

Sherazade sempre foi exaltada, especialmente sob o olhar ocidental, como uma referência de insubmissão feminina, ao utilizar sua imaginação para sobreviver aos abusos de um sultão. Segundo Joumana Haddad, no entanto, ela não rompe com o sexismo. Pelo contrário, o perpetua por trás de histórias que ludibriam e que maquiam uma transformação do sultão, um assassino de mulheres.

– O sultão, que, a cada noite, matava uma virgem de seu reino como vingança por ter sido traído por sua primeira esposa, fica curioso com as fábulas de Sherazade, o que, para o mundo ocidental e para os próprios árabes, significa que a personagem não é submissa. É exatamente isso que Joumana questiona – detalha Carolina.

A sua ascendência, inclusive, foi um dos motivos pelo interesse de Chalita por “Eu matei Sherazade”. A atriz conta que assistiu a uma leitura dramatizada de uma adaptação do livro realizada por Clarisse Niskier, em 2013.

– Quando acabou a leitura, procurei a Clarisse e disse que, se ela não fosse montar, de fato, o texto, eu me interessaria. Depois de um ano, ela me liberou e procurei a Joumana – revela. 

1 – Carolina Chalita em Eu matei Sherazade, confissões de uma árabe em fúria – Foto/divulgação: Juliana Chalita

Sinopse do espetáculo:

O espetáculo narra as confissões de uma árabe enfurecida pela maneira como a mulher é vista por seu próprio povo e pelo olhar preconceituoso do Ocidente. Ela descobre, através da literatura, o caminho para se libertar da hipocrisia patriarcal e, assim, escolher o que realmente deseja ser e criticar a forma como a personagem Sherazade, do livro “As mil e uma noites”, é exaltada em todo o mundo por ser uma referência de insubmissão feminina. Segundo Joumana Haddad, Sherazade não rompe com o sexismo. Pelo contrário, o perpetua, por trás de uma transformação maquiada. A autora enaltece a importância de as mulheres conquistarem o protagonismo sobre suas vidas para a construção de uma nova consciência do feminino.

AGENDA:

 APRESENTAÇÕES – TEATRO TOTALENERGIES:

Sessões: dias 24, 25 e 26 de julho, sexta-feira e sábado, às 20h, e domingo, às 18h

Local: Teatro TotalEnergies – Sala Adolpho Bloch – Rua do Russel, 804, Glória, Rio de Janeiro – RJ

Ingressos:

Plateia A: R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia-entrada)

Plateia B: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada)

Vendas e mais informações pelo site https://www.ingresso.com/espetaculos/eu-matei-sherazade-confissoes-de-uma-arabe-em-furia

Duração: 60 minutos

Classificação: 14 anos

 PROGRAMAÇÃO – SESC RJ:

 SESC TERESÓPOLIS – 08/08, sábado, horário em breve

Endereço: Av. Delfim Moreira, 749 – Várzea, Teresópolis

Ingressos: informações em breve

SESC QUITANDINHA – 28/08, sexta-feira, horário em breve

Endereço: Av. Joaquim Rolla, 02, Quitandinha, Petrópolis

Ingressos: informações em breve

SESC SÃO JOÃO DE MERITI – 12/09, sábado, horário em breve

Endereço: Av. Automóvel Clube, 66 – Centro, São João de Meriti – RJ

Ingressos: informações em breve

SESC NOVA FRIBURGO – 26/09, sábado, horário em breve   

Endereço: R. Cadete Xavier de Alencar, 01, Vila Nova, Nova Friburgo

Ingressos: informações em breve

SESC CAMPOS – 23/10, sexta-feira, horário em breve

Endereço: Avenida Alberto Torres, 397 – Centro – Campos

Ingressos: informações em breve

 APRESENTAÇÕES – CCPJ-RJ:

Endereço: Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ) – Av. Erasmo Braga, 115 – Centro, Rio de Janeiro – RJ

Sessões: dias 06, 07, 13 e 14 de outubro, terças e quartas-feiras, às 18h

Ingressos: informações em breve

 Fonte: Carlos Pinho

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *