Sylvinho Blau Blau, Mariana Ramalho e Avellar Love

Sylvinho Blau Blau, Mariana Ramalho e Avellar Love - Foto/divulgação

Evento será no dia 7/08, no Praia Clube São Francisco, com toda a renda destinada à manutenção dos atendimentos da instituição
 
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Niterói celebra aniversário novamente com um show beneficente comandado por artistas do cenário pop nacional nos anos 80 e 90, repetindo o sucesso de edições anteriores. Será no dia 7 de agosto (sexta-feira), às 19h, no Praia Clube São Francisco. O evento “Música que Transforma” terá mais uma vez Sylvinho Blau-Blau e Avellar Love – ex-integrante da banda João Penca & Seus Miquinhos Amestrados – que já abraçaram a causa na Cidade Sorriso. Toda a renda obtida com a venda dos ingressos será destinada a ajudar na continuidade dos serviços da instituição, que este ano completa 61 de atividades gratuitas ininterruptas na atenção, assistência, promoção e inclusão de pessoas com deficiência intelectual e múltipla e de autistas. Além destes, também estão engajadas as bandas Bloody Mary – liderada por Mariana Ramalho (foto) – e Radio Classic, em uma noite dedicada à nostalgia, à alegria e à solidariedade. 
Os convites estão disponíveis pelo site Guichê Web (https://www.guicheweb.com.br/musica-que-transforma_53584) e nas Secretarias da Apae Niterói e do Praia Clube São Francisco, além do  WhatsApp (21) 99655-8937. O ingresso custa R$ 100, mas sai por R$ 55 se for adquirida a entrada solidária: R$ 55 antecipados mais a entrega de um quilo de alimento não perecível. “Acreditamos que a inclusão é construída por toda a sociedade. Este evento é um convite para que as pessoas se divirtam, revivam grandes sucessos da música brasileira e, ao mesmo tempo, contribuam diretamente para transformar vidas. Um ingresso pode ajudar a manter centenas de atendimentos”, destaca a presidente da Apae Niterói, Sonia Maria Saraiva dos Anjos, que cumpre seu terceiro mandato não-consecutivo. Nutricionista aposentada, Sonia é voluntária da entidade desde 1984, quando coordenava o Baile da Ternura, evento filantrópico promovido pela Loja Maçônica Evolução número 2. “A Apae representa amor, família, dedicação, força, união, enfim, tudo de mais valoroso para mim”, exclama.
Sylvinho Blau Blau, Mariana Ramalho e Avellar Love – Foto/divulgação
A Apae é uma entidade civil, filantrópica, sem fins lucrativos e de utilidade pública, fundada em Niterói em 2 de agosto de 1965, por um grupo de pais e pela professora Rosa Abi-Ramia Haddock Lobo (primeira presidente da associação). Presidência, Diretoria e Conselho são sempre voluntários em seus cargos – totalizando 19 pessoas – e cumprem mandatos de três anos. Está situada na Rua Prof. Ismael Coutinho s/n., no Centro, em Niterói, em um prédio cedido pela Prefeitura. Ela oferece serviços de clínica geral, neurologia, psicologia, fisioterapia, fisiatria, fonoaudiologia, terapia ocupacional, estimulação precoce, assistência social, psicopedagogia, pedagogia, apoio pedagógico, educação física, teatro e música. Desde os início dos anos 2000, a Apae Niterói – bem como outras unidades filantrópicas de atendimento a PCDs – foram incorporadas à rede do Sistema Único de Saúde (SUS) e se tornaram unidades de saúde, financiadas pelo Governo Federal, o que possibilitou sua melhor estruturação. 
 
A unidade niteroiense conta hoje com 40 profissionais remunerados, entre administrativos e corpo técnico, mais de 300 pessoas com deficiência assistidas por mês e um total de mais de mil atendimentos médico-terapêuticos, inclusive aos familiares diretos dos PCDs assistidos. Tudo isso mantido com R$ 54 mil mensais advindos do Ministério da Saúde e mais as contribuições espontâneas, incluindo doações via conta de energia elétrica pelos clientes da Enel, que acrescentam uma média de R$ 20 mil por mês à arrecadação. Hoje, a Apae Niterói vive no seu limite financeiro, em que as despesas com frequência chegam a superar a receita. Eventualmente, emendas parlamentares cumprem um papel fundamental para positivar as contas. À parte disso, ainda acontecem na instituição, vindas de iniciativas externas e outros meios de patrocínio, aulas de muay thai e capoeira (projetos financiados por lei de incentivo), balé (projeto de fomento da Fundação da Infância e Adolescência/ FIA) ioga e dança (por meio de emenda parlamentar), além de artes plásticas.

Sobre a rede Apae

O movimento apaeano é o maior do Brasil em prol das pessoas com deficiência intelectual e múltipla. São mais de 2.200 unidades no país, com a missão de promover e articular ações em defesa dos direitos das pessoas com deficiência e em apoio às famílias, por meio de serviços e orientação, visando à construção de uma sociedade mais solidária e justa, com inclusão, acessibilidade, oportunidades, protagonismo e cidadania a este segmento.

O objetivo inicial das Apaes era oferecer educação e apoio a pessoas com Síndrome de Down, mas sua atuação se ampliou ao longo das últimas duas décadas e atualmente oferta também serviços em saúde e assistência social para pessoas com deficiência intelectual e múltipla, bem como autismo. A instituição adota como símbolo, em seu logotipo nacional, a figura de uma flor margarida, ladeada por duas mãos desniveladas: uma em posição de amparo e outra de orientação; embaixo, há dois ramos de louro com o número de folhas igual ao de estados brasileiros mais o distrito federal.

O Dia Nacional das Apaes é comemorado anualmente em 11 de dezembro, como estabelece a Lei Federal nº 10.242 de 2001. É a data de surgimento de sua primeira unidade no Brasil, em 1954, na capital carioca. Já o termo “excepcional”, antes referente a pessoas com impedimentos, dificuldades ou atrasos no desenvolvimento, de natureza física e/ou intelectual, caiu em desuso, apesar de ter sido mantido no nome da instituição. Tal designação foi substituída por outras até que evoluiu para a expressão “pessoa com deficiência”, chancelada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2006, a qual evidencia que o deficiente é, antes de tudo, um ser humano.

 
Serviço
 
Show Beneficente Música que Transforma
 
Data: 7 de agosto de 2026
Horário: 19h
Local: Praia Clube São Francisco
Estrada Leopoldo Fróes, 700 – São Francisco – Niterói/RJ
 
Atrações
• Sylvinho Blau-Blau
• Avellar Love
• Bloody Mary
• Radio Classic
 
Ingressos
Inteira: R$ 100
Meia-entrada: R$ 50
Entrada Solidária: R$ 55 + 1 kg de alimento não perecível
 
Pontos de venda
• Secretaria da Apae Niterói
• Secretaria do Praia Clube São Francisco
• WhatsApp: (21) 99655-8937
• Guichê Web (link disponível na bio das redes sociais da Apae Niterói)
Fonte: Irma Lasmar

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