7c4ae90b-d7a8-4111-ac62-ad7125889613

Foto/divulgação

Com videoclipe de “Desgraça”, cantora inicia jornada de audiovisuais que representam o novo álbum

Anitta lança, às 16h desta sexta-feira (17), o videoclipe de “Desgraça”, faixa inaugural de seu novo álbum, “EQUILIBRIVM”. A produção é a primeira de uma narrativa em quatro atos que, por meio do audiovisual, refletirá a jornada de autoconhecimento e espiritualidade da cantora, que também é representada pelas letras e sonoridades do disco. 

“DESPACHO” é o nome deste primeiro ato. Os três demais – respectivamente “FÉ E FESTA”, “DEUS MÃE” e “RENASCIMENTO” – serão lançados semanalmente até o dia 7 de maio. Além disso, a carioca promete também visuais para as faixas “So Much Love” e “Deus Existe”. 

Inspirado por símbolos e ritos do candomblé, assim como expressões da cultura popular brasileira – como o realismo fantástico e o Cinema Novo -, “DESPACHO” inicia-se com Anitta atravessando a noite de uma pequena cidade. O clima noturno muda quando, ao acender uma vela vermelha, ela assume a figura de uma Pombagira, que causa caos e transformação pelas ruas ao som de “Desgraça”. 

“É um videoclipe cheio de simbolismos. Fala muito sobre fé e força feminina, claro, mas também sobre brasilidade. Foi exatamente a partir desses elementos, a força e a conexão com o meu país, que a minha busca pelo equilíbrio começou. É por isso que decidimos começar assim o primeiro ato da narrativa”, a cantora explica. “A Pombagira que eu interpreto nesse clipe tem um pézinho em heroína de Jorge Amado, sabe? É sensual, destemida”.

Nídia Aranha, diretora criativa de todo o projeto “EQUILIBRIVM”, também comenta a produção: “‘Desgraça’ abre o álbum, não por acaso, como uma saudação a Exu. Que é quem abre caminhos, conduz mensagens e conecta mundos. É a abertura simbólica que autoriza essa história a começar. Narrativamente, acompanhamos uma mulher que canta uma desilusão amorosa, mas que no filme não está em falta. Pelo contrário, ela está inteira e transita com autonomia, acompanhada por essas entidades da rua que dançam, bebem, celebram e atravessam com ela esse processo”, explica. 

A coreografia do videoclipe é assinada por Cassi Abranches, do Grupo Corpo. E nasce da pesquisa acerca dos movimentos e gestos de incorporação, em diálogo com o candomblé. A produção integra ainda mais elementos de conexão com a cultura popular, como as máscaras do Mestre Zimar – artesão e criador popular maranhense, reconhecido por sua arte inspirada em figuras simbólicas como os cazumbás, personagens que misturam o lúdico, o espiritual e o ancestral.

Brilha também em “Desgraça” a potência comunicativa da moda. André Philipe, que co-assina o styling de todos os visuais ao lado de Daniel Ueda, relembra que Anitta guiou o trabalho por meio de referências à Pombagira Sete Saias, assim como inspirações de dramaticidade e romantismo brasileiro e latino. “Trouxemos também elementos que inspiram poder, como as correntes. As cores também são muito propositais: o branco do início do clipe (em referência à vestimenta característica dos praticantes em iniciação no candomblé), o vermelho da Pombagira, o dourado, preto, prata… Já os vestidos mais curtos oferecem mais esse toque de sensualidade, com a referência dessa mulher latina, que é quente e romântica”.

João Miranda, responsável pela beleza de Anitta no videoclipe, também comenta as reflexões e referências que originaram seu trabalho no projeto: “Como é um álbum que fala sobre natureza, ancestralidade e espiritualidade, trouxemos uma versão dela mais natural. Para funcionar dentro da proposta de contato com a natureza e com a espiritualidade. Mas ‘Desgraça’ é um dos momentos mais noturnos desse projeto. A maquiagem veio como essa representação da força de uma mulher independente, de representar, junto com a roupa, essa figura feminina em um lugar de poder. O clipe é muito sobre isso, né? Sobre essa mulher no comando”.

Também presente em todos os visuais do novo álbum está Ginga Pictures, que colaborou com Anitta em projetos icônicos como o medley “Funk Generation – A Baile Funk Experience” e o documentário “Larissa: O Outro Lado de Anitta”, da Netflix. “Mais do que clipes isolados, estamos falando de um universo audiovisual pensado de forma integrada, do início ao fim”, divide Felipe Britto, sócio-fundador da produtora, sobre a série de visuais que compõem a trajetória do disco. “O processo começa pela escuta. Antes de qualquer locação ou cenário, a gente precisava entender o que esse álbum representa para a Anitta e o que a Nídia [Aranha] estava enxergando como linguagem visual. A partir disso, o projeto foi sendo construído de forma bastante colaborativa”.

Felipe destaca também o importante trabalho dos demais criativos que trabalham no projeto, como o diretor Manuel Nogueira e o Estúdio Arado, de Minas Gerais.

Lançado na última quinta-feira (16), o disco “EQUILIBRIVM” é o oitavo da carreira de Anitta. Conta com a participação de Shakira, Liniker, Marina Sena, Luedji Luna, Ebony, Papatinho, Rincon Sapiência, King Saints, Melly, Os Garotin, Los Brasileros, Ponto de Equilíbrio e Emanazul. Com 15 faixas, o trabalho propõe reflexões sobre espiritualidade, amor, fé e empoderamento feminino, ao mesmo tempo em que explora sonoridades diversas da música brasileira e suas festas. 

CONFIRA O CRONOGRAMA DE AUDIOVISUAIS DO ÁLBUM “EQUILIBRIVM”

17/04 – I. DESPACHO

23/04 – II. FÉ E FESTA

28/04 – III. DEUS MÃE

07/05 – IV. RENASCIMENTO

19/05 – So Much Love

26/05 – Deus Existe

Fonte: Leonardo Teixeira, bpmcom

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *