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Musa do Salgueiro participou do Australian Samba Retreat e ensinou a arte do samba para cerca de 40 alunos em Adelaide
Musa do Salgueiro, Amanda Omin vem consolidando seu trabalho como professora de samba no pé para além dos espaços no carnaval carioca.  De volta ao Brasil após participar do Australian Samba Retreat, em Adelaide, na Austrália, a sambista e professora de samba no pé ministrou quatro aulas durante os quatro dias do evento e ainda realizou seis aulas particulares ao longo da viagem. Ao todo, cerca de 40 alunos participaram de suas aulas coletivas.
A experiência marcou uma nova etapa na trajetória de Amanda, que vem consolidando sua atuação como professora a partir de uma metodologia construída com base em técnica, consciência corporal e sua própria vivência no samba. Nas aulas realizadas em Adelaide, ela trabalhou elementos como postura, torções, ondulações, quadril, braços, transferência de peso, resistência e diferentes formas de passada, além de exercícios voltados à construção de coreografias.
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Amanda buscou apresentar aos alunos uma forma de compreender o samba a partir do próprio corpo. Uma das características que define seu trabalho é o conceito de “cremosidade”, para ela, o samba precisa unir técnica e segurança sem perder a leveza e a naturalidade do movimento.
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A recepção dos alunos foi um dos pontos que mais marcou a experiência. Amanda recebeu mensagens e depoimentos após as aulas, especialmente sobre a possibilidade de compreender melhor o próprio corpo e desenvolver segurança para sambar. Nas aulas particulares, a maior procura também esteve relacionada ao desenvolvimento de torções, ondulações, postura e quadril.
A viagem também proporcionou um contato direto com a forma como o samba brasileiro é vivido fora do país. Amanda conta que se encantou com o respeito e a admiração dos australianos pela cultura brasileira e se sentiu acolhida durante a experiência.
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Para a sambista, porém, o principal resultado da viagem aconteceu também no campo pessoal. Ainda em processo de consolidação de sua carreira como professora, Amanda voltou para o Brasil com uma percepção diferente sobre o próprio trabalho e sobre o espaço que pode ocupar profissionalmente.
“Eu passei a me enxergar como uma professora e sambista capacitada para transmitir o samba a partir da minha vivência, de uma forma leve, única, firme, consciente e precisa, mas também doce.”
A experiência em Adelaide amplia o trabalho que Amanda já desenvolve no Rio de Janeiro como professora de samba no pé. Depois de quatro dias de aulas e seis encontros particulares, ela retorna ao Brasil com uma experiência internacional que passa a fazer parte também de sua atuação profissional.
Fonte: Luana Viard

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