Foto/divulgação: Sandra Barros / divulgação Seeduc-RJ
Mostra apresenta a tradição dos Clóvis, conhecida em diversos bairros cariocas, e fica em cartaz até esta sexta-feira (21/08)
Alunos e professores do Colégio Estadual Prado Júnior, localizado na Praça da Bandeira, na Zona Norte do Rio, visitaram, nesta quarta-feira (19/08), a exposição ‘Clóvis: o rosto detrás da máscara’, em cartaz na Biblioteca Parque Estadual, no Centro do Rio. A iniciativa é uma parceria entre a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ) e a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec) e tem como objetivo democratizar e estimular o acesso à cultura para os estudantes da rede estadual.
A exposição apresenta a tradição dos bate-bolas, personagens típicos do Carnaval carioca. Durante a visita, os alunos conheceram mais sobre a história dessa manifestação cultural e tiveram contato com diferentes grupos de bate-bolas do Carnaval de 2026, entre elas a Turma Bem Feitos, Turma Bem Feitas, Turma Animação da Ilha do Governador, Velha Guarda de Paciência e Turma Empoderadas. Além disso, puderam ver adereços, registros audiovisuais e fotografias que exploram o corpo mascarado, o brilho, o som e o gesto como expressões estéticas e políticas de identidade.
— Acredito que toda oportunidade de aprendizado fora da sala de aula é fundamental. Proporcionar vivências em novos espaços é de extrema importância, especialmente para alunos que, muitas vezes, não possuem acesso frequente a esse tipo de programação culturale visitação — afirmou a professora de História Luciana Leite.

Para o estudante Lucas da Silva, o que mais chamou a atenção foi conhecer o contexto histórico por trás de uma manifestação artística tão presente nas ruas cariocas.
— Descobri aspectos significativos da trajetória dos bate-bolas, especialmente o fato de que a prática surgiu como uma forma de protesto por direitos. Compreender essa origem histórica alterou completamente a minha percepção. É notável como o contexto históricotransforma o significado da arte — disse o aluno após a vivência cultural.
Saiba mais sobre os bate-bolas
Quem é do subúrbio do Rio conhece bem essa cena: o estouro dos fogos, o som das bolas batendo no chão, a fumaça colorida e, de repente, eles: os bate-bolas, também chamados de Clóvis. Figuras mascaradas, brilhantes e misteriosas, que tomam as ruas em bando.Para uns, susto. Para outros, encanto. Para milhares de cariocas, sinônimo de Carnaval.
Essa manifestação cultural, que nasceu nos quintais e galpões das zonas Norte e Oeste do Rio e da Baixada Fluminense, ganha espaço na exposição ‘Clóvis: o rosto detrás da máscara’.
Fonte: Seeduc-RJ

