Foto/Divulgação: Alerj
Ex-parlamentar e fundadora da Andef, ela deixa um legado na luta pela inclusão da pessoa com deficiência.
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), em nome de todos os seus parlamentares, lamenta profundamente a morte da ex-deputada estadual Tânia Rodrigues, aos 75 anos, nesta quarta-feira (11/02). Ex-vereadora de Niterói e também fundadora da Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef), Tânia construiu um legado na sociedade, unindo sua experiência pessoal e participação legislativa. A Casa se solidariza com familiares, amigos e todos aqueles que conviveram com a ex-parlamentar. O velório acontece na manhã desta quinta-feira (12/02, às 10h), no cemitério Parque da Colina, em Pendotiba.
Legado parlamentar
Na Alerj, Tânia foi deputada estadual de 1995 a 2022, onde presidiu a Comissão de Saúde e atuou nas investigações e denúncias que apontaram falhas em testes e riscos de contaminação em bancos de sangue e hemocentros do estado.
Seu mandato apresentou e aprovou leis de impacto à cidadania e, principalmente, inclusão. Em destaque: a Lei 2.418/1995, que tornou obrigatório no Estado do Rio o uso do cinto de segurança, quando ainda não havia regulamentação pelo Conselho Nacional de Trânsito sobre essa questão; a Lei 3.364/2000, que instituiu a meia-entrada para jovens de até 25 anos; e a Lei 4.047/2002, que definiu a pessoa idosa a partir dos 60 anos para efeitos legais, além da criação do Dia Estadual da Luta da Pessoa Portadora de Deficiência.
O legado de Tânia permanece vivo na luta pela inclusão e direitos da pessoa com deficiência através das leis que continuam em vigor no estado e das contribuições nas instituições em que esteve à frente.
Ela foi, ainda, vereadora em Niterói, entre 1992 e 1994.
Trajetória profissional
Aos três anos, Tânia contraiu o vírus da poliomielite, que resultou em paralisia infantil. A rotina marcada por cirurgias e longos períodos em hospitais influenciou na sua decisão de cursar Medicina na Universidade Federal Fluminense aos 17 anos. A ex-parlamentar concluiu a residência e pós-graduação em São Paulo e, ao retornar ao Rio de Janeiro, coordenou o Serviço de Neurologia da Casa de Caridade de Araruama. Sua atuação no serviço público iniciou em 1981, integrando o quadro da Prefeitura de Niterói e também do INPS como médica perita.
Em 1981, diante da necessidade de uma organização que dialogasse com a inclusão, Tânia fundou com amigos a Andef – uma das maiores entidades voltadas às pessoas com deficiência e que beneficiou milhares de pessoas em programas de emprego e formação profissional em parceria com a Fundação de Apoio à Escola Técnica. Foi à frente da Andef que Tânia apoiou iniciativas de fortalecimento do esporte paralímpico, incluindo o Comitê Paralímpico Brasileiro.
Fonte: Alerj

