Fotos Divulgação: Águas do Rio
Histórias de moradores da Zona Norte e da Baixada Fluminense mostram como o acesso aos serviços e condições de pagamento mais acessíveis fazem diferença no dia a dia.
Ao longo dos 61 anos em que mora na comunidade Rubens Vaz, no Complexo da Maré, Seu Natalício vivenciou o avanço da urbanização sobre uma região antes ocupada por manguezais. Mas, apesar de uma vida inteira construída ali, foi somente em 2026 que alcançou um marco importante: tornou-se o primeiro morador da localidade a receber uma conta de água em seu nome. A formalização do serviço representa também a possibilidade de ser reconhecido como cliente e reivindicar seus direitos.

“A gente tem de pagar pelo que está usando. E, quando a gente paga, também tem o direito de reclamar se alguma coisa não estiver certa”, diz ele.
Uma conta no próprio nome também pode abrir caminho para benefícios como a Tarifa Social, que oferece condições especiais às famílias de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social. Hoje, mais de 2,1 milhões de pessoas podem contar com o benefício da Águas do Rio, do grupo Aegea.
“Com a Tarifa Social, fica mais fácil pagar a conta, porque é um valor que cabe no bolso. Isso dá mais tranquilidade e dignidade para gente”, afirma.
Na Maré, a concessionária realiza a maior intervenção de saneamento já feita em uma comunidade do Rio de Janeiro, com previsão de beneficiar cerca de 200 mil moradores. As obras incluem 18 quilômetros de redes de esgoto, um tronco coletor e intervenções no Rio Ramos, com expectativa de evitar o despejo de 1,3 bilhão de litros de esgoto por mês na Baía de Guanabara. O trabalho também contempla melhorias no abastecimento de água e a regularização dos imóveis.
Na Baixada Fluminense, a história de Luciana Moura revela outra dimensão desse trabalho. Dona de casa, mãe de sete crianças e moradora de longa data de Cabuçu, em Nova Iguaçu, ela também recebeu pela primeira vez uma conta de água em seu nome. O documento passou a servir como comprovante de residência, enquanto a regularização permitiu sua inclusão na Tarifa Social.

“Eu nunca tive um comprovante no meu nome. Agora tenho algo que mostra onde moro e que posso apresentar quando precisar. Também fiquei feliz porque o valor da conta cabe no meu bolso. Para mim, isso é ter dignidade”, relata.
Em Cabuçu, a Águas do Rio está implantando cerca de três quilômetros de novas redes de distribuição de água, com previsão de beneficiar mais de 900 moradores. Paralelamente às obras, equipes visitam as residências para cadastrar imóveis, orientar a população e identificar famílias com direito à Tarifa Social.
As histórias de Seu Natalício e Luciana mostram que ter uma conta de água em seu nome também é uma forma de exercer a cidadania. Para famílias que passaram décadas sem acesso formal ao serviço, a regularização representa o reconhecimento de direitos, a possibilidade de comprovar o próprio endereço e o acesso a benefícios sociais.
