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Foto/divulgação: Erick Quintanilha

A Biblioteca Dona Maria Portugal Duque Costa reúne um acervo de 40 mil exemplares; O espaço é aberto ao público de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, além de integrar o roteiro das visitas guiadas promovidas pelo Palácio.

Um livro de taquigrafia em latim, publicado em 1748, constituições e documentos que preservam a memória da política fluminense fazem parte do acervo da Biblioteca Dona Maria Portugal Duque Costa, no coração do Palácio Tiradentes, sede histórica da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Com um acervo de 40 mil exemplares, a biblioteca é aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, para consulta pública ao acervo, além de integrar o roteiro das visitas guiadas promovidas pelo Palácio.

Para a diretora de Cultura do Palácio, Fernanda Figueiredo, a biblioteca é um dos principais diferenciais por seu acervo histórico significativo. A vasta coleção concentra diários oficiais, anais do legislativo, periódicos e obras de referências. “A Biblioteca Maria Portugal Duque Costa encanta os visitantes que passam pelo Palácio Tiradentes. Além de possuir um denso acervo, sendo referência em literatura legislativa, ela impressiona por sua importância histórica e beleza arquitetônica. É um dos pontos mais emblemáticos da visita guiada”, destaca Fernanda.

Páginas que preservam a memória da política fluminense

O livro de taquigrafia em latim, publicado em 1748, é o mais antigo do acervo. Segundo a diretora da biblioteca, Patrícia Tavares, a obra simboliza a importância dessa técnica na preservação da memória legislativa. Isso porque foi por meio da taquigrafia que debates e discursos foram registrados ao longo da história. “Se hoje nós temos esses registros legislativos, é por conta da taquigrafia”, lembra a bibliotecária.

O acervo acompanha a história do Palácio Tiradentes e do Rio de Janeiro ao longo do tempo. Criada em 1947, a biblioteca leva o nome da servidora Maria Portugal Duque Costa desde 1989, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido por ela na formação do acervo bibliográfico quando o Palácio ainda abrigava a Câmara dos Deputados, entre 1926 e 1960. “À frente do seu tempo, ela atuou na preservação dos documentos legislativos que hoje integram o acervo histórico. Além disso, ela era poeta e uma mulher atuante no meio político”, pontua Patrícia.

No acervo, também é possível consultar a Constituição do Estado da Guanabara de 1967 e a Constituição Estadual do Rio de Janeiro de 1989, a mais atual, ambas assinadas pelos deputados. Outro destaque do acervo que chama atenção é o Relatório da Província de 1878, um documento que reúne informações sobre a administração pública e o cotidiano da época, reunindo desde dados estatísticos até acontecimentos envolvendo a Família Imperial.

“Eu costumo dizer que ele é uma mistura de censo e coluna social. Nós podemos ver dados de quantas pessoas faleceram, ou quantas escolas abriram, além de termos acesso aos dados sobre mortalidade da população e alistamento militar, por exemplo. Eu acho muito interessante porque, quando abrimos, é possível encontrar tudo que possamos imaginar”, relata Patrícia.

Os exemplares dos Regimentos Internos de 1904 e 1936 também estão entre os documentos preservados pela biblioteca. Mais do que reunir as regras de funcionamento da Casa, as publicações revelam como eram os ritos legislativos em diferentes períodos e mostram como as normas evoluíram ao longo das décadas.

Para preservar a memória política, a biblioteca adota alguns cuidados para garantir a preservação do acervo, como cadarços próprios para amarração e papéis especiais para envelopamento, materiais que ajudam a proteger obras e documentos que atravessam e continuarão perdurando para futuras gerações.

Fonte: Alerj

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