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Foto/Divulgação: Alex Ramos

Seminário promovido pelo Fórum de Desenvolvimento Estratégico da Alerj debateu soluções para a emergência climática.

O avanço das mudanças climáticas e a necessidade de preparar as cidades para eventos extremos estiveram no centro dos debates do seminário promovido pelo Fórum de Desenvolvimento Estratégico da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta segunda-feira (01/06). Especialistas alertaram para o aumento da vulnerabilidade climática dos municípios brasileiros e defenderam medidas de adaptação, como ampliação das áreas verdes, redução de riscos e fortalecimento da cooperação entre os entes públicos.

A coordenadora do Fórum, deputada Tia Ju (REP), ressaltou o papel do colegiado na articulação entre especialistas, gestores públicos e sociedade para antecipar desafios e planejar respostas aos efeitos das mudanças climáticas. “A construção de soluções duradouras passa pelo diálogo, pelo conhecimento técnico e pela cooperação entre diferentes setores, especialmente diante dos desafios climáticos que impactam diretamente a vida dos fluminenses”, declarou.

Já o subdiretor do Fórum, Frederico Lima, alertou para os impactos cada vez mais frequentes das mudanças climáticas no estado. “No Rio de Janeiro, os efeitos da crise climática já são uma realidade, com enchentes, ondas de calor, crise hídrica e degradação ambiental. O desafio agora é transformar esse diagnóstico em respostas eficazes, adaptativas e socialmente justas”, destacou.

Mudanças climáticas desafiam planejamento das cidades

Dados apresentados durante o seminário apontam o avanço da vulnerabilidade climática no país. Segundo levantamento do Governo Federal e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), 2.807 municípios brasileiros já estão em situação de alta vulnerabilidade a eventos extremos, como enchentes, deslizamentos e ondas de calor.

Ao abordar o cenário, o climatologista Carlos Nobre alertou para o aumento das temperaturas globais desde 2023 e destacou que a retirada da vegetação nas áreas urbanas tem intensificado a formação das chamadas ilhas de calor. Segundo ele, regiões com pouca cobertura vegetal podem registrar temperaturas entre seis e onze graus mais altas do que áreas arborizadas.

Como alternativa, Nobre defendeu a ampliação do reflorestamento urbano, a implantação de telhados verdes e o conceito de “cidades-esponja”, voltado para aumentar a absorção da água da chuva e reduzir os impactos de eventos climáticos extremos. “Com muita vegetação e telhados verdes, podemos reduzir a temperatura entre seis e dez graus nos dias mais quentes, protegendo principalmente idosos, crianças e pessoas mais vulneráveis”, afirmou.

O pesquisador também lembrou a tragédia da Região Serrana do Rio, em 2011, e reforçou a urgência de políticas públicas voltadas à redução de riscos e à adaptação das cidades diante do avanço das mudanças climáticas.

Felipe Mandarino, coordenador de Operações do Instituto Pereira Passos, defendeu o fortalecimento da articulação entre municípios e o Governo do Estado para ampliar as ações de adaptação climática. “É fundamental garantir capacidade técnica, recursos e coordenação para que cidades de diferentes portes possam enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas”, destacou.

Fonte: Alerj

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