Páscoa - exagero - Foto/Divulgação
Após período de consumo elevado, atenção aos hábitos ajuda a evitar impactos à saúde
A Páscoa é tradicionalmente associada ao aumento do consumo de chocolate e, após a data, muitas pessoas relatam exageros. O alerta, no entanto, vai além do período festivo: manter esse padrão ao longo do ano pode trazer impactos importantes à saúde.
Segundo a nutricionista da Hapvida, Stephany Rangel, o contexto da data contribui para esse comportamento, mas o risco está na continuidade desse padrão após a Páscoa. “O chocolate é extremamente palatável por causa da combinação de açúcar e gordura, que ativa os centros de prazer do cérebro. Como a sensação de bem-estar é rápida, é comum consumir mais. Na Páscoa, há maior oferta, estímulo visual e, por ser uma data especial, muitos veem como oportunidade para exagerar. O ponto de atenção é não transformar esse comportamento em rotina”, explica.
Além do contexto sazonal, fatores comportamentais e emocionais também influenciam o consumo exagerado de chocolate, como a associação do alimento a recompensas, momentos de celebração e alívio do estresse.
Moderação é a chave
Embora não exista uma quantidade exata recomendada, especialistas indicam moderação. Em geral, o consumo de 20 a 30 gramas por dia pode ser considerado adequado, dependendo do contexto e do tipo de chocolate.
“Não há uma quantidade fixa, pois isso varia conforme o tipo de chocolate e o contexto alimentar. Em média, de 20 a 30 gramas por dia é aceitável”, afirma a especialista.
O consumo excessivo, especialmente concentrado em poucos dias, pode trazer prejuízos ao organismo. Entre os principais riscos estão:
- Picos de glicose no sangue
- Maior demanda de insulina
- Aumento do risco de diabetes a longo prazo
- Elevação do colesterol, especialmente o LDL
- Ganho de peso
- Retenção de líquidos
- Descompensação metabólica em pessoas com doenças crônicas
Além disso, o excesso de açúcar pode provocar sintomas perceptíveis logo após o consumo. “Devido ao pico de glicose e à queda subsequente, podem surgir cansaço, sonolência, fome pouco tempo depois, inchaço no dia seguinte e até dor de cabeça”, alerta Rangel.
Atenção redobrada para crianças e pessoas com doenças crônicas
O cuidado deve ser ainda maior no caso das crianças, que são mais sensíveis ao açúcar e estão em fase de formação de hábitos alimentares. Pessoas com diabetes, hipertensão ou outras condições metabólicas também precisam redobrar a atenção.
“O problema não está apenas na data, mas no excesso prolongado, que pode levar à descompensação glicêmica, retenção de líquidos e aumento da pressão arterial. O ideal é manter o consumo com moderação e hábitos equilibrados. Para crianças, recomenda-se oferecer pequenas quantidades e com menor frequência. O consumo é contraindicado para menores de dois anos”, finaliza.
A escolha do chocolate também faz diferença
Outro ponto importante é o tipo de chocolate consumido. O benefício nutricional está relacionado ao teor de cacau, que contém flavonoides com ação antioxidante.
“O benefício está no cacau. O chocolate amargo possui maior concentração de compostos antioxidantes. Já o chocolate ao leite tem mais açúcar e gordura, enquanto o chocolate branco praticamente não contém compostos bioativos”, explica.
Sobre a Hapvida
Com mais de 80 anos de experiência, a Hapvida é a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia conta com mais de 77 mil colaboradores e atende cerca de 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia em todas as regiões do Brasil.
Sua estrutura foi desenvolvida com foco no cuidado integral, reunindo 85 hospitais, 74 prontos atendimentos, 364 clínicas médicas e 309 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades voltadas à atenção preventiva e ao acompanhamento de doenças crônicas. Essa integração, aliada à qualidade médica e à inovação, garante uma atuação eficiente e centrada no paciente.
Fonte: Cicero Borges

