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O Ranking do Saneamento 2026 mostra como avanços concretos começam a mudar a realidade das cidades — e impactam diretamente a vida das pessoas. Teresina (PI), Manaus (AM) e Campo Grande (MS) aparecem entre os destaques do estudo, com resultados que refletem investimentos, eficiência operacional e expansão dos serviços de água e esgoto.

Divulgado em 18 de março pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados, o novo ranking têm como base dados referentes ao ano de 2024, provenientes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), plataforma oficial do Ministério das Cidades.

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Teresina lidera avanço no ranking
Teresina foi o município que mais avançou no Ranking do Saneamento 2026, com um salto de 14 posições em relação ao ano anterior. O resultado reflete a ampliação do atendimento de esgoto, a redução expressiva das perdas de água e o alto volume de investimentos realizados na capital.
A cidade também se destaca como a que mais investe em saneamento no Nordeste, com média de R$ 187,68 por habitante. Considerando apenas o ano analisado (2024), esse valor chegou a R$ 322,10 por habitante, representando um crescimento de cerca de 71,6% no volume de investimentos em relação ao período anterior. Um indicador direto do ritmo acelerado de expansão e melhoria dos serviços na cidade.
Desde 2017, quando a concessão dos serviços passou a ser operada pela Águas de Teresina, a capital já recebeu mais de R$ 1,1 bilhão em investimentos em saneamento. À época da análise dos dados, Teresina ocupava a 84ª posição entre as 100 maiores cidades do país no ranking. Desde então, a cidade avançou 22 posições (atualmente na 62ª posição), consolidando uma das maiores evoluções do Brasil no setor.
Um dos principais marcos é a redução das perdas de água, que caíram de 64,1% em 2017 para 19,55% em 2024 — uma queda de mais de 44 pontos percentuais em apenas sete anos que coloca a capital entre as mais eficientes do país nesse indicador. O avanço reflete um trabalho estruturado, com ações como setorização da rede, controle de pressão, renovação de tubulações e implantação de tecnologia para identificar vazamentos ocultos, como o uso de satélites.
Teresina também superou um histórico cenário de falta d’água crônica, especialmente durante o período mais quente do ano, o B-R-O Bró, e universalizou o abastecimento, protagonizando um dos principais casos de transformação do saneamento no país. Hoje, o sistema produz mais de 4,6 milhões de litros de água por hora.

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Campo Grande (MS) se mantém entre as capitais mais bem posicionadas
A capital sul-mato-grossense ocupa a 4ª posição entre as capitais com melhores índices de saneamento do país, reforçando os avanços alcançados nos serviços de água e esgoto. Para a Águas Guariroba, concessionária que atende a cidade, os resultados do Ranking do Saneamento reforçam que planejamento, investimentos consistentes e gestão eficiente fazem a diferença na qualidade dos serviços prestados à população.
Entre os indicadores avaliados, a cidade se destaca no índice de perdas na distribuição de água, ocupando a 3ª colocação no país — um dos principais parâmetros de eficiência operacional dos sistemas de abastecimento. O indicador mede a diferença entre o volume de água produzido e o efetivamente consumido pela população.
Somente Goiânia (GO), Teresina (PI), Campo Grande (MS) e São Paulo (SP) apresentaram índices menores que 25%, com 11,45%, 19,55%, 20,69% e 24,46%, respectivamente.
Outro destaque é o investimento médio por habitante em água e esgoto, no qual a capital alcança a 2ª posição entre as capitais brasileiras, com um investimento médio de R$ 217,39 por habitante. O valor investido chegou a R$ 287,78 por habitante em 2024, representando um aumento de quase 84% nos investimentos por habitante desde 2020.
No atendimento urbano de água, Campo Grande manteve 100% de cobertura, recebendo nota máxima (10) no indicador. O resultado demonstra o alto nível de universalização do abastecimento na capital e reforça a importância da gestão eficiente e dos investimentos contínuos no setor.

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Manaus atinge melhor posição e é 4ª em investimentos no país
Manaus alcançou sua melhor colocação no levantamento desde o início das operações da Águas de Manaus. Em 2018, quando a concessionária da Aegea assumiu os serviços na cidade, Manaus ocupava a 98ª posição no ranking. Agora, a capital amazonense aparece 16 posições à frente, alcançando o 82º lugar.
No período analisado (2020 a 2024), o montante aplicado em Manaus foi de R$ 1,4 bilhão. Com isso, a cidade fica atrás apenas de São Paulo (R$ 12,1 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 3,8 bilhões) e Fortaleza (R$ 2,1 bilhões) nesse quesito.
Entre as capitais do Norte, Manaus segue na liderança, como a cidade que mais investe e evolui no setor. Juntas, as outras seis capitais da região investiram R$ 1,3 bilhão no período, segundo o estudo. O investimento médio por habitante passou de R$ 28,05, no ranking de 2018, para R$ 123,15, no ranking de 2026, o que representa uma evolução de 339% no período de atuação da Águas de Manaus na capital.
Esta é a primeira edição do ranking que mede os impactos do Trata Bem Manaus, programa lançado em 2023, com foco na universalização dos serviços de esgoto na capital. O ranking, que considera dados de 2024 (primeiro ano de obras do programa), aponta 32,35% de cobertura. No entanto, Manaus já supera os 40% de cobertura, considerando os números alcançados em 2025. No comparativo com o cenário anterior à chegada da Águas de Manaus, o índice de cobertura mais que triplicou, passando de 16%, em 2018, para os atuais 40%.
