Foto/Divulgação: Julio Diniz
O combate à tuberculose é um dos destaques com descentralização e ampliação de testagem
São Gonçalo tornou-se referência nacional em políticas públicas de saúde Outorgas tanto ao combate à tuberculose quanto à promoção da igualdade racial no atendimento à população. Com iniciativas que unem inclusão, ciência e gestão eficiente, os programas da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil de São Gonçalo, ligados à Subsecretaria de Saúde Coletiva, firmaram-se como modelos para a equidade e acesso integral da população.
Desde a primeira gestão do prefeito Capitão Nelson, a Saúde tem recebido prioridade máxima, diante da alta demanda da população, que utiliza a rede municipal em todas as áreas, desde a atenção básica, passando pela especializada, até os serviços de urgência e emergência.
“Pegamos a Saúde de São Gonçalo em situação caótica, sem um centro de imagem, com unidades sucateadas e sem condições de prestar um atendimento adequado. Trabalhamos muito nos últimos cinco anos e, hoje, recebemos pacientes de municípios vizinhos em nossas clínicas e hospitais.
A descentralização do Programa Municipal de Combate à Tuberculose fez com que representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado de Saúde visitaram a cidade, em outubro deste ano, para conhecer de perto as estratégias implementadas para atingir e possibilitar que mais gonçalenses realizem acesso à testagem e ao tratamento.
A experiência exitosa de São Gonçalo no enfrentamento à tuberculose oferece, atualmente, 53 unidades de saúde com testagem, acompanhamento e tratamento da doença, o que facilitou o acesso da população e aumentou as taxas de adesão. No início da gestão atual, em 2021, o município contava com apenas quatro locais de testagem — três polos sanitários e uma clínica.
Já o Programa Municipal de Atenção Integral à Saúde da População Negra (PMAISPN) ganhou reconhecimento através da Mostra “Boas Práticas dos Municípios do Estado do Rio de Janeiro na Implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) – Edição 2025”, promovida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ministério da Saúde, Secretaria de Estado de Saúde e Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (Cosems/RJ).
O PMSIPN e o Programa Municipal de Vigilância e Atenção Integral à Saúde do Doente Falciforme (PMVAISPDF), um desdobramento do primeiro, incluíram referências nacionais por serem pioneiros na implantação da pesquisa de saúde sobre a população negra na cidade com a intenção de melhorar as políticas públicas para este público. São Gonçalo foi um dos primeiros a implantar o programa no fim de 2020.
Em 2021, iniciou-se uma pesquisa realizada para coleta de dados referentes à população negra, com base na implantação do quesito raça/cor nos sistemas de informação municipal e nas fichas do Sisvan (Sistema de Vigilância de Alimentação e Nutrição) e Bolsa Família (Assistência e Saúde) no PSE (Programa Saúde na Escola), fortalecendo os eixos saúde, educação e assistência social, garantindo direitos e rompendo ciclos de exclusão e racismo.
“A descentralização do atendimento à tuberculose e a consolidação do programa de saúde da população negra são exemplos do nosso compromisso com uma saúde pública de qualidade e acessível a todos. Estamos modernizando a rede, combatendo desigualdades e fortalecendo o cuidado integral com o cidadão gonçalense”, destacou a subsecretária de Saúde Coletiva, Thainá Fratane.
Fonte: PMSG

