Foto/Divulgação: UERJ
Série apresentada pelo ator Will Smith estreia no dia 14 de janeiro no streaming
A base científica Criosfera 1, projetada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e instalada em um dos pontos de pesquisa mais remotos do planeta, a cerca de 600 quilômetros do polo sul geográfico, é um dos cenários da série “Pole to Pole”, da National Geographic, apresentada pelo ator Will Smith. A produção estreia nesta quarta-feira (14/01), na plataforma de streaming Disney+.
Considerado uma plataforma científica de coleta de dados mais remota do Brasil, o laboratório opera exclusivamente com energia solar e eólica e é uma das poucas estruturas totalmente automatizadas em funcionamento no interior do continente antártico. O Criosfera 1 foi inaugurado no ano de 2012, a aproximadamente 2.500 milhas ao sul da Estação Comandante Ferraz.
“Nosso laboratório é o único módulo independente no centro da Antártica que mede diversas interrupções, desde meteorologia até raios cósmicos, de forma absolutamente automática. Isso nos coloca num patamar bastante interessante no contexto do monitoramento climático no centro da Antártica”, destaca o professor Heitor Evangelista, coordenador do Laboratório de Radioecologia e Mudanças Globais (Laramg) da Uerj.
Dentre as instituições que colaboram e realizam pesquisas no Criosfera 1, estão a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Universidade de São Paulo (USP) e a Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faurgs).
A série “Pole to Pole” conta com sete episódios e percorre alguns dos lugares mais extremos do planeta. Ao longo da produção, Will Smith visita a Antártida e o Ártico, as montanhas do Himalaia, os desertos da África e a Floresta Amazônica. Em cada região, o ator acompanha pesquisas científicas e diálogo com pesquisadores e comunidades locais. Uma visita ao Criosfera 1 ocorreu durante o verão antártico de 2022, com o objetivo de mostrar como os cientistas brasileiros conduzem estudos de ponta sobre as mudanças climáticas em condições extremas.
Em dezembro de 2025, o Laramg concluiu a primeira expedição à Antártica realizada em formato totalmente neutro de carbono. A missão levou três pesquisadores da Criosfera 1 e distribuiu um novo protocolo de sustentabilidade para a comunidade científica internacional, representando um marco para o Programa Antártico Brasileiro (Proantar).
O Criosfera 1 tem ainda o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Criosfera (INCT da Criosfera), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação Carlos Chagas de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Secirm).
Fonte: UERJ
