Foto/divulgação: Seeduc-RJ
Ciep de Duque de Caxias realizou atividades culturais para celebrar o Nevruz, data importante para os turcos, que marca o início da nova estação
Nesta quarta-feira (01/04), alunos e professores do Ciep 218 Ministro Hermes Lima Intercultural Brasil-Turquia, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, comemoraram uma data muito especial para a comunidade turca: o Nevruz, que marca a chegada da primaverano Hemisfério Norte, anunciando o renascimento da natureza. Para celebrar a nova estação, a unidade realizou diversas atividades e apresentações musicais, enfatizando a cultura turca e a boa relação com o Brasil.
— É muito significativo termos uma ação desta na unidade que fortalece os laços com a Turquia, representando o dia a dia e as celebrações de lá. Este é o grande objetivo de nossas interculturais: serem verdadeiros centros culturais, vivenciando os costumesdos países parceiros dentro dos muros da escola e expandindo por toda a comunidade — destacou Luciana Calaça, secretária de Estado de Educação do Rio de Janeiro.
Toda a escola se mobilizou para o evento, caracterizando-se de forma temática para que todos pudessem compreender os conceitos que implicam na realização da festividade. A celebração pode inserir ainda mais a comunidade na cultura turca, conhecendo toda a suatradição e corroborando com o ideal das escolas interculturais da rede estadual de ensino.
— A cada ano que passa, a gente vê o aperfeiçoamento dos projetos. Não é só aprender o conteúdo, aqui estamos vivendo o Nevruz. Assim, neste dia, podemos ver o desenvolvimento de todos, com o trabalho em grupo, e, de fato, a interculturalidade proposta pelaescola — pontuou a diretora-adjunta da unidade, Patrícia Zarro.
Durante a celebração, o colégio dividiu as atividades entre as turmas: os alunos da 1ª série do Ensino Médio fizeram a ornamentação do espaço, os da 2ª série organizaram as barraquinhas e os da 3ª fizeram uma atividade especial. E todos se uniram para apresentaçõesde dança e do coral.

— Eu já estava muito ansioso de vir para essa escola, experimentar e falar sobre os projetos. Participar dele é uma sensação incrível. É algo novo que estou amando viver — ressaltou Marcos Vinícius dos Santos, de 15 anos, aluno da 1ª série do Ensino Médio.
Assim, com muitas atrações, incluindo danças, comidas e até músicas cantadas em turco, os estudantes do Ciep da Baixada Fluminense puderam aprofundar seus conhecimentos e aproveitaram também para fazer competições saudáveis entre as turmas, levando em consideraçãosuas compreensões sobre a cultura turca. O clima foi de muita alegria, com todos, incluindo professores e convidados, vivenciando os costumes do país.
— Este é um evento importante, pois permite que os alunos conheçam e valorizem várias sociedades de forma prática e divertida, promovendo a integração entre os estudantes e tornando o aprendizado mais dinâmico. Assim, celebrar o Nevruz na escola é uma formade unir conhecimento, cultura e convivência em um ambiente enriquecedor — disse Letícia Maria Lima de Oliveira, aluna da 3ª série da unidade escolar da Baixada Fluminense e uma das estudantes selecionadas para a edição 2026 do projeto Jovem Repórter.
Tradição na Ásia e no Oriente Médio
As origens do Nevruz remontam a pelo menos 2 mil anos atrás e não são muito claras, mas a tradição está viva e é comemorada em todos os países que, em algum momento, fizeram parte do Império Persa. Celebrado em diversas nações da Ásia e do Oriente Médio, estáassociado ao amor pela natureza e por todos os seres vivos, ao respeito pela humanidade e à disseminação do bem.
De acordo com a tradição, nesta data é realizado um festival folclórico, baseado na veneração da natureza, do sol e do universo. Registrado pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, o Nevruz promove o entendimento mútuo e a amizade entrediversas comunidades étnicas, podendo desempenhar um papel determinante na união de pessoas de diferentes culturas, países e nações.
— O Nevruz é uma nova vida, pois, com a primavera, vemos a natureza mais colorida e vibrante. E trazemos isso para a humanidade. É fundamental os alunos terem esse diálogo e experenciar a interculturalidade, enriquecendo o aprendizado deles — afirmou YashnarKalandarov, professor de turco da unidade.
*colaborou a Jovem Repórter Rayssa do Carmo Felicio
Fonte: Seeduc-RJ

