Foto/divulgação: Ellan Lustosa – Seeduc-RJ
Acompanhada de uma equipe da Seeduc, comitiva japonesa conheceu as atividades desenvolvidas no Colégio Estadual José Maria de Brito Intercultural Brasil-Japão
Um dia especial para a comunidade escolar do Colégio Estadual José Maria de Brito – Intercultural Brasil-Japão, em Itaguaí. Nesta segunda-feira (23/03), a unidade recebeu a visita de uma comitiva do Consulado do Japão, liderada pelo cônsul-geral, Takashi Manabe, ao lado de uma equipe da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc-RJ). O encontro fortaleceu a parceria com o país asiático, que viabiliza a oferta de um ensino relacionado à cultura oriental.
– É com muita alegria que recebemos o cônsul e sua comitiva, além da equipe da secretaria. A escola tornou-se intercultural em 2021, e esse marco foi um divisor de águas para a comunidade, com a conquista de grandes resultados. Aquilo que vivenciamos diariamente em nossa escola é um exemplo de como a educação pode ser ponte entre as nações, promovendo respeito, cooperação e amizade – destacou a diretora-geral da unidade, Jussara Castilho.
Durante o encontro, os visitantes conheceram as dependências da escola e a proposta pedagógica desenvolvida por lá. Eles também promoveram oficinas especiais e assistiram a performances artísticas realizadas pelos estudantes.

– As escolas interculturais são unidades de referência, com um trabalho de excelência, que, mais do que o idioma, os alunos vivenciam o cotidiano do país parceiro. Parabéns para toda a comunidade e, principalmente, aos professores, que ensinam com muita qualidade, carinho e entusiasmo – afirmou o superintendente de Projetos Estratégicos da Seeduc, Tiago Dionísio da Silva, representando a secretária no evento.
O cônsul-geral do Japão ficou encantado com o projeto e enalteceu a força desta união com o estado do Rio de Janeiro para a formação dos jovens.

– Japão e Brasil, tradicionalmente, têm relações muito boas de amizade, e é importante fortalecê-las para as gerações futuras. Estamos vendo isso aqui, nesta instituição, e que esses jovens possam estreitar ainda mais esses laços. Estou muito contente por estar aqui e conhecer essa escola – disse Takashi Manabe.
Sucesso das escolas interculturais
Criado pela Seeduc em 2014, o modelo intercultural alia as disciplinas da matriz curricular aos conteúdos específicos em uma determinada língua estrangeira. As unidades combinam o ensino das disciplinas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o horário integral com o aprendizado de idioma, geografia, história e cultura dos países parceiros.
Ao todo, 40 escolas interculturais estão em funcionamento no Estado do Rio. Essa proposta pedagógica permite que os estudantes façam uma imersão no mundo através das atividades realizadas pelo colégio. São verdadeiros “centros culturais”, portas de oportunidades para que os alunos sigam carreiras dentro e fora do país.
– Estudar em uma escola intercultural é uma experiência única, singular, pois a gente conhece várias culturas e se integra à realidade dos países. Está sendo especial, aprendemos muito e temos uma interação bem legal com os representantes do consulado do Japão – comentou Lawinia Oliveira, de 16 anos, aluna da 2ª série do Ensino Médio e presidente do grêmio estudantil da escola de Itaguaí.

As interculturais são um grande sucesso. Prova disso são os excelentes resultados que essas instituições conseguiram no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), com notas acima da média. O apoio pedagógico vindo desta parceria contribui com a aquisição de materiais, livros e recursos pedagógicos para o desenvolvimento das atividades, além da formação e qualificação dos professores. Tudo isso graças a parcerias firmadas com consulados, embaixadas e institutos internacionais. Ao longo dos anos, os alunos dessas unidades são preparados para atuarem no mercado de trabalho, seja aqui no Brasil ou em qualquer país.
– As escolas interculturais têm uma dinâmica clara, bem definida e realizada de maneira prazerosa, apoiando a autonomia e a sensação de pertencimento dos estudantes, motivando-os. Assim, dentre tantas vantagens, expande o conhecimento e diminui a evasão na rede estadual – ressaltou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
Fonte: Seeduc-RJ

