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O governador trocou experiências com a Procuradoria Antimáfia da Itália


O governador Cláudio Castro participou, nesta terça-feira (02/03), em Roma, de uma reunião com a Procuradoria Nacional Antimáfia e Antiterrorismo da Itália, uma das mais respeitadas instituições do mundo no combate às máfias, para avanço em cooperação técnica e troca de experiências com o Estado do Rio de Janeiro.

Referência internacional no combate às máfias e ao terrorismo, a Procuradoria é o órgão central do Ministério Público italiano responsável pela coordenação nacional das investigações sobre criminalidade organizada complexa. Durante o encontro, foram apresentados os principais pilares do modelo italiano, com destaque para a coordenação integrada das investigações, a perseguição patrimonial — vista à identificação, bloqueio e confisco de bens ilícitos — e a atuação articulada entre investigação e acusação como estratégia para desestruturar financeiramente as organizações criminosas.

– A agenda teve como foco a análise de boas práticas que possam contribuir para a qualificação das políticas públicas de segurança no Rio de Janeiro, além do aprimoramento de marcos normativos e operacionais ao enfrentamento do crime organizado, cada vez mais articulado em redes transnacionais – destacado o governador.

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O Governo do Rio tem investido em tecnologia e inteligência para combater organizações criminosas. Apenas em 2025, a Polícia Militar recebeu R$ 285 milhões em tecnologia, incluindo R$ 100 milhões na contratação do serviço de câmeras embarcadas instaladas em 2.839 viaturas.

A Polícia Civil também expandiu sua estrutura tecnológica, com foco na investigação digital, análise de dados e modernização pericial. O Sistema Integrado ganhou novas funções, como consulta a chaves Pix, dados bancários e movimentação de veículos, e foi lançado o Ipol, aplicativo móvel de reconhecimento facial.

O trabalho para asfixiar financeiramente as organizações criminosas resultou no pedido de bloqueio de bens e valores de mais de R$ 12 bilhões desde setembro de 2024. Somente contra narcoterroristas ligados ao Comando Vermelho, no âmbito da “Operação Contenção”, os pedidos de bloqueio somam cerca de R$ 7 bilhões, atingindo empresas de fachada, contas bancárias, bens de alto valor e estruturas incluídas para lavagem de dinheiro e financiamento de atividades criminosas.

– A atuação integrada das delegações especializadas e distritais tem permissão para identificar e desarticular fluxos financeiros que sustentam o tráfico de drogas, o comércio ilegal de armas e outros crimes relacionados. Esse resultado expressivo é reflexo de uma mudança de cultura institucional dentro da Polícia Civil, com a ampliação das investigações patrimoniais e financeiras – explicou o governador.

Fonte: Núcleo de Imprensa

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