Uerj - Foto/Divulgação
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) identificou impactos significativos da pesquisa sísmica – técnica conhecida como menos impactante, utilizada na exploração de petróleo e gás – sobre mamíferos marinhos na costa do Brasil.
A investigação analisou dados das bacias de Bacia de Campos e Bacia de Santos e revelou alterações no comportamento acústico da baleia-jubarte e do golfinho-pintado-pantropical em áreas com atividade sísmica.
Os resultados indicam que o ruído gerado pelos canhões de ar comprimido (airguns) eleva em 17% o nível de ruído subaquático, interferindo diretamente na comunicação dessas espécies. Este é o primeiro registro no Brasil desse tipo de impacto sobre cetáceos e o primeiro relato no mundo para o golfinho-pintado-pantropical.
Segundo os pesquisadores, além de alterações na comunicação, os efeitos podem incluir aumento do estresse, danos auditivos e abandono de habitat, com possíveis consequências para a biodiversidade marinha. O estudo também aponta alternativas tecnológicas capazes de reduzir os impactos e reforça a importância da cooperação entre ciência, setor produtivo e órgãos reguladores para conciliar exploração energética e conservação do equilíbrio marinho.
O artigo completo foi publicado em janeiro na revista Journal of Marine Science and Engineering e está disponível em: https://www.mdpi.com/2077-1312/14/2/181
Fonte: UERJ

