Foto/Divulgação
Show gratuito acontece no dia 28 de junho, a partir das 14h, nos Arcos da Lapa
A 4ª edição da Parada LGBTQIAPN+ da Lapa chega com tudo neste 28 de junho, Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+. Com concentração a partir das 14h nos Arcos da Lapa, o evento reúne uma programação artística diversa e plural, com nomes que representam diferentes facetas da cultura periférica, negra e trans do Brasil.
Construída coletivamente por movimentos sociais, a Parada traz como tema “Nosso Orgulho Também se Defende nas Urnas” e se consolida como um dos maiores encontros de celebração, resistência e afeto da cidade. “Mais do que uma celebração, a Parada LGBTQIAPN+ da Lapa será um espaço de mobilização social, fortalecimento comunitário, valorização cultural e enfrentamento às violências históricas que atingem pessoas LGBTQIAPN+, especialmente travestis, transexuais, pessoas trans periféricas, lésbicas, pessoas bissexuais, intersexo e demais identidades dissidentes de gênero e sexualidade”, destaca a organização.
O dia começa com programação recheada
A abertura da programação musical ficará com o DJ Diego Duarte, às 16h. Logo depois, a partir das 17h, o palco recebe Azula (a Azula Cristina), cantora, compositora e performer trans nascida em Bangu, Zona Oeste do Rio. Sua música transita pelo MPB, R&B, jazz e samba, com letras que falam de negritude e vivências da população trans e periférica. Dividindo o momento com ela, a Drag Fada do Beat promete animar o público com muita presença e energia.
Às 18h, a batuta passa para o DJ Vitor Pires em parceria com Pocket. Natural de Cabo Frio (RJ), Vitor é DJ de Black Music, ator, jornalista e pesquisador de R&B, além de criador do Fresh Charme, o maior baile black da Região dos Lagos. Sua curadoria une amor, identidade e ritmo carioca em sets que transformam música em conexão.
TUDOSOUL, Izrra e Preta Queen B Rull complementam o line up
Às 19h30, o grupo TUDOSOUL aquece o público para a reta final da noite. Às 19h, quem brilha é a Preta Queen B Rull, cantora, performer, mestre de cerimônias e drag queen carioca, criada na favela da Maré. Conhecida pela forte presença de palco, ela mistura funk, voguing e música urbana em uma arte que celebra a cultura favelada e a diversidade.
Às 20h, é a vez do Izrra trazer sua Black Music calorosa e sensual para a Lapa. Ele que é nascido na Baixada Fluminense, viralizou em 2016 ao ser flagrado cantando espontaneamente em um vagão de metrô. Foi um dos finalistas do The Voice Brasil no Time Brown, estreou no Rock in Rio em 2022, no Espaço Favela. Seu álbum “Coisas de Amor” celebra a homoafetividade negra, a autoestima e a liberdade de ser quem se é.
Jup do Bairro e Realleza fecham a noite
O encerramento da programação artística ficará por conta de Jup do Bairro, que sobe ao palco às 21h. A multiartista paulistana, transita entre música, cinema e artes plásticas para provocar reflexões sobre corporalidades e identidades dissidentes. Em 2025, lançou “Juízo Final”, primeiro álbum de estúdio que completa sua trilogia narrativa. Premiada na categoria “Revelação” pela APCA e pelo Multishow, ela já se apresentou em palcos como Lollapalooza Brasil, Festival Carambola e Popload Festival.
Quem abre caminho para ela, às 20h30, é a Realleza, rapper, cantora e compositora bissexual e periférica. Com rimas densas, flows originais e uma estética afrofuturista, ela constrói uma obra que fala por si mesma: letras certeiras, voz potente e uma narrativa de empoderamento como mulher negra que nunca precisou de chancela para seguir em frente. Bela e feroz, como ela mesma define.
Ballrooms: dança, atitude e resistência na passarela
A programação da Parada 2026 da Lapa também contará com apresentações de diversos Ballrooms, um movimento político e artístico criado nos anos 1970, em Nova York, por pessoas LGBTQIAPN+ negras e latinas. Mais do que entretenimento, a cultura Ballroom nasceu como um espaço seguro de resistência contra o racismo e a transfobia que excluíam essas pessoas dos concursos tradicionais de drag. Entre as atrações confirmadas, estará a Kiki Ball, uma das Balls carioca mais vibrantes e acolhedoras.
Nestes bailes, a comunidade se reúne para competir em categorias que celebram moda, beleza e identidade. O Voguing, estilo de dança icônico inspirado nas poses da revista Vogue (e eternizado pela Madonna em sua canção homônima), com movimentos geométricos e muita atitude, é uma das mais conhecidas.
Já o Runway reúne desfiles temáticos em que os competidores são avaliados pela capacidade de encarnar ou satirizar determinado padrão social. No Rio de Janeiro, a cena local se articula por meio de coletivos como o Ballroom Rio, integrando voguing, oficinas de performance e debates políticos a espaços periféricos e de forte expressão cultural negra e LGBTQIAPN+ da cidade.
Na apresentação da Parada, serão duas categorias a serem avaliadas e as ganhadoras receberam um prêmio surpresa e também em dinheiro.
Saúde e cuidado também estão no programa
O Grupo Pela Vidda promoverá ações de prevenção durante o evento, com distribuição de material informativo sobre ISTs, entrega de camisinhas e gel lubrificante, além de testagem rápida para o HIV.
O evento é organizado coletivamente pela CasaNem, Grupo Transrevolução, Fórum Estadual de Travestis e Transexuais do Rio de Janeiro (Fórum TT RJ), Marcha Trans RJ, Liga Transmasculina Carioca João W. Nery, coletivos trans da UFF, UFRJ e UERJ, AGANIM, Artgay, BrCidades-Rio, Fórum LGBT de Maricá, Frente LGBTIA+, Grupo Pela Vidda e MNU LGBT. “Será um dia que vai entrar para a história”, garantem os organizadores.
SERVIÇO
Parada LGBTQIAPN+ da Lapa 2026
Data: 28 de junho (domingo)
Local: Arcos da Lapa, Rio de Janeiro
Horário: Concentração a partir das 14h
Entrada gratuita
Fonte: Ana Magal

