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Da Rocinha à Maré, moradores se destacam por projetos de impacto social e atuam como guias essenciais para as melhorias de infraestrutura nos territórios
No coração da Rocinha, a economia circular e a inclusão social ganham impulso a partir da atuação de uma moradora engajada. Mônica Medina é uma referência histórica na comunidade e encontrou no desenvolvimento sustentável uma ferramenta de sobrevivência para as minorias. Neste 5 de maio, quando se celebra o Dia Nacional do Líder Comunitário, a trajetória dela ganha ainda mais força ao se conectar com a infraestrutura da cidade por meio do programa Afluentes, da Águas do Rio, concessionária do grupo Aegea Saneamento. A iniciativa transforma moradores em verdadeiros porta-vozes da comunidade junto às ações de saneamento.
Após anos atuando na base com a coleta seletiva, Mônica fundou o projeto Reutilizando, unindo preservação ambiental e geração de renda. Ela já formou 60 agentes socioambientais na região, priorizando sempre a contratação de pessoas com deficiência, mulheres chefes de família e a população LGBTQIAPN+.
“A sociedade costuma olhar para o lixo como o fim da linha, mas nós enxergamos a chance de colocar comida na mesa de quem é invisibilizado pelo ‘asfalto’. É sobre reciclar materiais e restaurar a dignidade de quem mora aqui”, conta a líder comunitária, que utiliza os canais do Afluentes para relatar as demandas urgentes da sua área.
A lógica de transformar moradores em parceiros de gestão urbana nasceu da constatação de que ninguém entende as urgências de um território melhor do que quem é nascido e criado nele. Atuando como um grande canal de diálogo, o programa já mapeou 7,8 mil lideranças e garante que as intervenções da empresa sejam precisas.
“A engenharia por si só esbarra em muros invisíveis se não tiver o conhecimento de quem vive o dia a dia da favela. O programa Afluentes nasceu para ser esse canal de diálogo direto, no qual transformamos os líderes comunitários na nossa principal bússola. Hoje, temos uma parceria ativa com milhares de lideranças cadastradas no Programa, fazendo com que a população tenha voz ativa e a empresa consiga atuar de forma muito mais eficiente e humanizada”, explica Danielle Alves, coordenadora de Responsabilidade Social da Águas do Rio.
Essa mesma ponte entre o desafio histórico e a solução técnica transforma o cotidiano no Complexo da Maré, na Zona Norte. No Parque União, a geografia de um território que cresceu de forma desordenada ao longo de décadas encontra um atalho valioso na vivência de Francisca Juliana e Alusca Cristina. As mães idealizaram a associação As Especiais da Maré, grupo que acolhe dezenas de famílias atípicas e pessoas com deficiência, um público para o qual a mobilidade nas vielas e becos é uma luta constante.
Para a Águas do Rio, que tem obras em curso para levar esgotamento sanitário aos 200 mil moradores da Maré e reverter os problemas crônicos de infraestrutura da região, a parceria com a dupla é estratégica. Por meio do Afluentes, as duas líderes atuam como guias, direcionando as equipes para pontos sensíveis e garantindo que o avanço contínuo do saneamento não deixe ninguém para trás, facilitando a locomoção de quem possui mobilidade reduzida.
“Mudar a realidade de um lugar que cresceu sem planejamento leva tempo e dá muito trabalho, mas a gente sabe exatamente onde cada cadeirante ou mãe de criança autista mora aqui na Maré. Quando mostramos o caminho para a empresa e uma manutenção é feita em uma rua, isso devolve o direito de ir e vir dessas famílias. O avanço do saneamento e das obras aqui dentro significa, acima de tudo, inclusão”, relata Juliana.
Para garantir que a dedicação de Mônica, Francisca, Alusca e de milhares de outros parceiros saia do papel e se transforme em obras concretas, a concessionária criou uma Superintendência dedicada exclusivamente às comunidades. O resultado dessa engrenagem técnica e humana já é tangível em números. Orientada diretamente por essa rede, a concessionária já contabiliza 777.379 serviços realizados nessas áreas, número que cresce a cada dia que passa.
A mobilização reflete o avanço prático rumo à universalização do saneamento, que prevê investimentos expressivos de R$ 19 bilhões até 2033 em toda a sua área de atuação. Deste total, a Águas do Rio já investiu R$ 5,8 bilhões nos últimos 4 anos. Mais que tubulações, trata-se de uma operação diária que confia na voz de quem vive o território para levar água, esgoto tratado e cidadania.
Link de fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1x5ySEuW7x5g0HKK5moCK9KpTVi65pghr?usp=sharing
Fonte: Águas do Rio

