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Foto/Divulgação

Movimento NOLT, que ganhou popularidade recente, promove uma rotina ativa para a terceira idade

Para quem está na casa dos 60 anos ou mais, a melhor forma de proteger a sua saúde é ser ativo. Nas redes sociais, o movimento NOLT (do inglês “New Older Living Trend) ganhou força ao promover o que se pode chamar de uma “velhice ativa”, na qual a terceira idade significa ter uma vida autônoma, produtiva e que valoriza o cuidado ao corpo e o compartilhamento de experiências. Parte desta vida ativa, naturalmente, está na prática de atividades físicas e na construção de uma vida saudável.

Segundo dados de 2025 da consultoria Ticket Sports, realizada com cerca de 4 mil pessoas, que revela que entrevistados entre 61 e 79 anos praticam atividades físicas, em média, seis dias por semana, número maior que a da chamada “Geração Z”, que se exercita em apenas quatro dias semanais. O desafio, portanto, está em transformar a atividade física em um motor para a vida saudável.

Andressa Dias, geriatra e professora de pós-graduação da Afya Educação Médica Curitiba, reforça que o movimento NOLT é uma estratégia para combater o sedentarismo e promover a prevenção de doenças na terceira idade.

“O movimento NOLT traz uma geração 60+ que rejeita os estereótipos de fragilidade e passividade associados ao envelhecimento. Quem segue essa tendência possui alto nível de engajamento tecnológico, manutenção da autonomia e, primordialmente, adesão a um estilo de vida fisicamente ativo como estratégia de medicina preventiva”, observa a geriatra e professora de pós-graduação.

A geriatra traz ainda algumas dicas sobre como começar uma rotina de exercícios que fortaleça o combate a doenças e, principalmente, torne a vida dos idosos mais ativa.

1. Não tenha vergonha de começar “tarde”

“Muitas pessoas acreditam que, porque foram sedentárias a vida toda, não faz sentido começar uma vida saudável agora, o que é um erro. Muitos estudos comprovam que o corpo colhe benefícios imediatos dos exercícios físicos, independentemente da idade em que a pessoa começa. Se não começou aos 20, não importa; o que importa é começar hoje”, afirma a geriatra.

2. Procure ajuda e faça amigos

“Antes de começar a se exercitar, é importante procurar um médico e entender quais atividades e com qual intensidade o idoso deve começar. Grupos terapêuticos ou de lazer ajudam nesse sentido, pois combinam o exercício com a interação social, o que combate o isolamento social e ajuda a diminuir os riscos do declínio cognitivo, da demência e de transtornos de humor”, ressalta Andressa.

3. Fortaleça os seus músculos

“Com o passar dos anos, o ser humano perde, naturalmente, massa magra, em um processo chamado sarcopenia. Por isso, as pessoas na terceira idade não devem focar apenas na caminhada; é preciso combiná-la com atividades de resistência, como a musculação ou o pilates. São modalidades vitais para a independência, a proteção das articulações e a prevenção a quedas”, explica a especialista da Afya.

4. Idosos e tecnologia não combinam? Mentira!

“Um dos princípios do movimento NOLT está em usar ferramentas digitais. Aqueles relógios inteligentes (smartwatches) e aplicativos de celular são muito bons para monitorar passos, batimentos cardíacos e até para lembrar a pessoa de beber água. A tecnologia permite que cada um veja o seu progresso em números e isso é um excelente motivador”, comenta geriatra.

5. Devagar se vai longe: respeite o seu ritmo

Ao adotar a filosofia NOLT ou manter qualquer estratégia de vida saudável, é importante lembrar que o objetivo da atividade física não é o de transformar alguém em um atleta olímpico da noite para o dia. O propósito é outro: manter constância, iniciando com metas mais leves e aumentando gradualmente a intensidade de cada exercício. O segredo do envelhecimento saudável não está na velocidade, mas sim na direção e na regularidade”, finaliza Andressa.

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

Fonte: Paulo Semicek

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