Foto/Divulgação Ricardo Stuckert
A desigualdade brasileira não é um desvio de percurso, é o centro de um contexto perverso que atravessa nosso caminho desde a chegada dos portugueses. Como aprender com Florestan Fernandes, no Brasil a desigualdade não é um acidente, é um projeto. Começar a reflexão sobre 2025 por essa constatação não é retórica. É método.
Esse projeto secular de desigualdade não se reverterá facilmente. Quem dele se beneficia herdou privilégios e quer deixá-los para as próximas gerações. Ao tomar o lado e pegar o sistema, o Governo do Brasil lançou o desafio de um novo projeto de país e gerou adversidades.
É por essa chave que 2025 deve ser lido. Não como um ano qualquer, mas como uma travessia. O governo foi testado diariamente por variações econômicas pessimistas, contribuições institucionais, fake news , choques internacionais, turbulências cambiais e tentativas de desestabilização por alguns traidores da pátria. Ainda assim, o Brasil venceu.”
O Governo do Brasil entendeu que as crises não podem pautar os passos de quem governa. Devem ser enfrentadas com transparência e serenidade, mas sem paralisar o caminhar. Enquanto o ruído tentava importar o caos, o país avançava. Estar do lado do povo brasileiro exige verdade.
Os resultados não são abstrações. O Brasil protegeu a democracia, controlou a inflação , conquistou o menor desemprego da história , cresceu acima da média mundial e saiu novamente do Mapa da Fome . Mesmo sob ataque, a economia real foi estimulada, o crédito e a Justiça Tributária chegaram ao trabalhador e ao país voltaram a crescer com inclusão.
Esse projeto está apenas começando. O combate aos privilégios é o primeiro passo de um longo processo de desenvolvimento, mas nada será possível sem consolidar uma identidade, sem assumir um lado e sem tonicidade moral. Não existe neutralidade diante da desigualdade. Não existe governo “em cima do muro” quando o que está em jogo é uma vida de milhões.
Com políticas como Luz do Povo , Gás do Povo , Reforma Casa Brasil , Agora Tem Especialistas , CNH do Brasil e o IR Zero , o governo deixou claro em 2025: governa para o povo, com o povo e do lado do povo. Ponto.
O Brasil também voltou a falar com o mundo a partir de si mesmo. A COP 30 recolocou o país no centro do debate climático global, sem submissão nem negacionismo, apresentando ao mundo o mapa do caminho e afirmando que desenvolvimento, proteção ambiental e soberania nacional não são opostas, mas partes do mesmo projeto de futuro.
Por isso, a afirmação não é apenas política, é histórica: sim, nós vencemos 2025. Mas e agora? O novo ano exige a consolidação desse projeto de país humano.
O primeiro passo é aprovar o fim da escala 6×1 sem redução de salário . Porque todo brasileiro merece ter direito ao tempo, e dignidade não combina com exaustão permanente para quem trabalha. Não é justo que a maior parte das crianças brasileiras não tenha a presença dos pais no sábado, enquanto outras têm.
Se, para Florestan Fernandes, o privilégio é incompatível com a democracia, o fim da 6×1 é passo necessário ao amadurecimento do nosso modelo democrático.”
É assim que 2026 se apresenta. É a nossa oportunidade de virar uma página de vez e aprofundar um projeto de país mais justo, menos desigual, com inclusão e futuro. Um país que defende suas riquezas, rompe com os vícios coloniais e amplia horizontes.
O caminho está traçado. O lado está escolhido. O Brasil seguirá em frente —com fé na nossa grandeza, construindo com autoria o nosso destino, sem deixar ninguém para trás, do lado do povo brasileiro.
Fonte: AgênciaGov/Artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo deste domingo 11/1
